quarta-feira, dezembro 12, 2007

CRIME.CRIME.CRIME


Nem toda a Noite é Coutada do Crime e,
além de estes Seguranças pouco recomendáveis
eliminando-se à maneira das mais bem sucedidas e lucrativas Mafias,
há gente de bem e há efeitos colaterais indesejáveis,
quer se queira quer não, os quais devem ser atalhados e impedidos.
Por muito dinheiro, droga e mulheres que a Noite transacione,
uma coisa é o espectro da insegurança outra coisa é o manto de violência
e de todas as possibilidades a contaminar de boicote
toda a espécie de vida turística que se espraie por vinte
e quatro horas na Grande Cidade.
lkj
Nunca vivi da Noite nem sequer na Noite.

A não ser a partir de Outubro último,
após um convite para que sempre olhara desprezivo e relutante,
e a emergência de uma extrema necessidade
que o Ensino não me estava nem está nem nunca estará a colmatar.
çlk
Hoje trabalho de dia numa Escola do Norte e,

durante a noite, como uma espécie de Segurança num Pub Portuense
menos expressivo e menos espaçoso, certamente,
que essas discotecas onde tudo acontece e onde todas as gulas e lutas se travam.
Onde eu trabalho, só encontro caracteres de variável inocuidade,
mas onde todos os putativos e potenciais perigos estão sempre à espreita.
Ali ninguém se digladia propriamente por coisa alguma
a não ser por não pagar, o que já é grave o suficiente
e me dá, por vezes, algumas trabalheiras.
çkk
O sítio onde trabalho é um lugar por onde passam

também todos os que conhecem a fundo aquilo
de que agora os jornais somente afloram especulativos.
Converso com gente que engraça comigo,
Seguranças eles mesmos, pessoas que conhecem bem os que morreram
e por que ordem de motivos.
lkj
E, para mim, isto não é para deixar apodrecer impune.

O que se tolere agora,
agravar-se-á de impunidade amanhã.
A Lei, nestes casos, pelo que sei, só permite detenções em flagrante delito,
o que encorajará fortemente
o recrudescimento de este sangue e do próximo.
lkj
Em suma, João, o homem médio, pense o que pensar,

não serve de medida para coisa nenhuma.
Todo o homem médio é uma coisa parda
dentro do grande rebanho de mediania
e a própria mediania nem sempre, ou sequer!, é já vox Dei,
quanto mais vox populi.

3 comentários:

quintarantino disse...

Gostei de te ler. Adorei o remate final. Estás a ficar escritor de fino recorte.

Blondewithaphd disse...

I can only wonder at the things you see..., the things you hear..., the things you know...

Tiago R Cardoso disse...

Muito bem , escrito por quem sabe do assunto.

Estou é a ficar curioso...