domingo, julho 03, 2011

DO LONGUÍSSIMO FRISO RAMEIRAL

«Preferia para Portugal uma (A) Monarquia  em vez desta merda de república de bananal poluída, seringada e mugida incessantemente pelo jacobinismo-hereditário-campo-grandista e pelos seus eternos parasitários-satélites (sindicalismos, aventalismos, socialismos, esquerdismos e bandalhismos). Queria que o Sr. D. Manuel de Bragança nunca tivesse 'tido' de embarcar para o exílio (onde constituiu uma preciosa colecção de livros antigos portugueses, coisas dos Reis ignorantes...). Cavaco e a sua senhora gastam mais que a Casa Real Espanhola ('boato' jamais desmentido de olhar límpido e revoltado), pois têm mais assessores e ajudantes-de-campo, reluzentes de brilhantina, dragonas e agulhetas, que alguma vez El-Rei teve. Mas "agora", em 2011, e no meio da crise que acentuou ainda mais a baixeza espiritual, civilizacional, moral, comportamental, educacional  com toda a espécie de putas político-sociais protagonistas nos jornais e têvês deste pobre País  respiro de alívio quando imagino o que seria a histeria, a crítica, a intriga, a calúnia, o insulto e a mentira que um nosso Rei teria de enfrentar. E também imagino o longuíssimo friso rameiral pretendendo honras, convites, títulos e distinções... Ontem ao ouvir vagamente as babujices dos repórteres-TVI e os novos epítetos atirados aos noivos (sobretudo à noiva...) não pude deixar de me lembrar que ser hoje 'Princesa do Mónaco' não é exactamente honroso  culpa das cavalonas irmãs de Alberto (ele-próprio uma espécie de garanhão da Fonte Boa). Além de "Princesa do Mónaco" existiu também a "Princesa do Povo"; e cá  na pátria republicana  a "banqueira do povo", o "nobre das sucatas", o "rei do bacalhau", o "Imperador da Madeira" e  vinda directamente do Novo Mundo envolta em lantejoulas  a "Rainha da Pop". Esta última cativante e magnética pela lascívia bestial e pelo suor-de-virilha que exala cada vez que actua aí num coliseu qualquer. Podemos não ter Senhor ou Rei; mas temos uma vasta massa de 'pessoas' com mentalidade vassalar, daquelas pessoas que fizeram os dias dourados de pinto-de-sousa e que, nas autarquias, servem o cacique local da forma mais sabuja.» Besta Imunda

1 comentário:

floribundus disse...

'-rameira! rameira! quem és tu ?
-ninguém'

baseada na resposta de Odisseus ao Cíclope