domingo, julho 10, 2011

FALIR, MAS COM HONRA

De alguma forma, se, por inépcia europeia, o pior vier a suceder à Grécia e depois ao nosso querido Portugal [sim, se acabarmos por falir como os Islandeses!], valha-nos o facto de o Governo de Passos Coelho ser mais sério, infinitamente mais sóbrio e bem intencionado, só fraquejando na questão da humilhação aos professores pela manutenção de uma palhaçada pseudo-avaliativa, coisa em que o magistério de influência maldoso de Cavaco interveio deploravelmente. Mas, sim, valha-nos o facto de termos um Governo mais a sério. Escrevo-o sem ponta de ironia nem margem para cinismos. O mal está feito e tem pouco mais de seis anos. O que me custa é que ainda haja algumas bestas com a ideia peregrina de que perante qualquer inevitabilidade que vivamos, fosse indiferente termos continuado ou não com Sócrates ao leme. Parte do que sofremos e sofreremos decorre do mau carácter do ex-chefe do executivo. Quer dele, quer de quem o apoiou. A estupidez humana é contumaz e, disse-o Einstein, tão infinita como o Cosmos.

6 comentários:

floribundus disse...

desejo

'a vitória é difícil mas é nossa'
Cunhal

'o sol brilhará para todos nós'
PCP

Anónimo disse...

Está criado o ambiente que a direita há muito esperava, o estado social vai ser privatizado.
O capitalismo paga campanhas políticas para mais tarde usufruir.

Anónimo disse...

Há cegos por opção, os que escondem de si mesmo os lucros de Cavaco & Cia. na SLN, e a ganância que os mesmos e outros que tal dedicavam, muito antes da dita crise, sobre as empresas e serviços que irão agora ser privatizados.
Fecham os olhos ao facto de a maioria da ajuda se destinar à banca
Querem auto convencer-se que Sócrates é o culpado, nada como um paliativo.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Tudo o que referiste relativamente ao anterior governo e à pessoa do anterior 1º ministro subscrevo na totalidade.
O que já não posso, não quero, nem aceito subscrever é que a maldade e manifesta incapacidade dos anteriores "actores" do "teatro político nacional" sirva agora como que um verdadeiro detrgente 3 em 1 que branqueie a mais que reconhecida incapacidade política do actual 1º ministro (que chega onde chegou após mais de uma década de incineração de líderes dentro do PSD e resultando apenas ele como alguém com alguma, pequena, credibilidade, e não por mérito de brilhante carreira que tenha efectuado), ou que branqueie a história recente de incumprimentos legais de gente do PSD (BPN e BPP não podem nem devem ser esquecidos), e muito menos poderá branquear a forma alarve como PPC e seus acólitos atacam ferozmente o Estado Social que ainda nos vai restando.

Não ! o mal dos outros, não faz, nem nunca fará o bem destes.

Miguel disse...

Quem se auto-convence és tu. José Sócrates enquanto governante do Estado português comprometeu o seu futuro, com um aumento brutal da despesa em 2008, 2009 e 2010 (Facto ou mentira?? É imaginação nossa, é??). Só um cego é que não vê isso. Interesses?? Banca?? Esses não têm partido, tanto são de esquerda como direita, e gostam especialmente de se apoiar no Estado para ter o seu negócio com lucro garantido. PPP'S, Mota-Engil, Coelhos, Varas, BCP'S, BES, FREEPORTS (este nada a ver com o Zé), subamarinos... O Sócrates fartou-se de os atacar, pois...
Cavaco? Dias Loureiro?? Se há crimes que se investiguem e julguem e se condene. Ponto!
Como atacar Cavaco e esquecer o lodo de Sócrates, defendendo-o!! Fazem-me lembrar os que sentem saudades do Salazar ... "era bom, vivíamos bem", pena é a equação não ser a mesma para o resto da população.
E se este governo for igual a Sócrates, terá destino e crítica igual e com ele levará o país.

Miguel disse...

Eduardo, não há estado social (ou há menos) sem dinheiro ou crescimento económico. A ilusão não pode continuar. Dar reformas milionárias, pagar serviços a quem os pode pagar, não é estado social, é a usurpação do estado social. O estado social é para quem realmente necessita.