quarta-feira, julho 13, 2011

A VELOCIDADE ENQUANTO DROGA

Não adianta branquear. Um acidente é um acidente. A velocidade excessiva, por ser excessiva, é crime, não somente quando esse excesso tem as piores consequências. A partir daqui, resta a atenuante de o condutor em causa, além de ter causado morte a terceiros, estar também morto. Infelizmente.

3 comentários:

Anónimo disse...

O juventude, e o êxito junto de adolescentes e têvês, provocou a arrogância ainda mais inchada do que é costume nestas idades; a velocidade era excessiva; a capacidade de dominar o carro era nula; o carro tinha pneus desadequados e tinha sido propriedade de um traficante fugido à justiça - que o estampou; o 'chassis' estava torto, os travões desafinados; o seguro, apenas "de vendedor"; o empréstimo da viatura prefigurava irresponsabilidade e porreirismo. Esta história já foi vista antes muitas vezes: 'Live fast, die faster'.

Ass.: Besta Imunda

Jaime Cristóvão disse...

Não é atenuante, é consequência. A estatística não falha, exactamente porque não é exacta, mas é certeira. Podia ter sido um qualquer John Doe, foi uma quase figura pública, promovida a superstar pela estratégia comercial de uma televisão.
Podia ter sido evitado? Talvez. Mas aconteceu.

Miguel disse...

A vida é tão curta. Porque nos esquecemos disso? De que vale viver, se no nosso caminho não tocarmos outras vidas? De que vale ter esta existência terrena, se a depreciamos ferindo-a, executando-a, em torno de uma falsa ilusão de poder e riqueza? Que eu saiba, não há mortórios ricos!! Parem, escutem, olhem, apreciem-a, vejam a luz das estrelas, o azul do céu, o calor do Alentejo à sombra de uma azinheira...


«Não desperdices o tempo, porque ele é o estofo da vida»

Lutem por ela, não só pela vossa egoísta existência. Como resistir ao encanto de uma afecto e de um carinho genuíno?!