sábado, julho 02, 2011

GOLPE DE TÉDIO NO ENLACE MONEGASCO

A química, a naturalidade e a empatia que unem ou desunem estes dois, Alberto e Charlene, são equivalentes às que deixam derreadamente apaixonados um mosquito e um elefante. Não detectei amor ali, mas poderá haver tesão que permita procriação, farta procriação, confiando na envergadura de ex-nadadora campiã ostentada pela noiva-puro-sangue. É tudo de que se trata. Procriar e prosseguir sob os auspícios da Igreja e a bonomia dos monegascos. Sou monárquico e acredito na fecundidade presente numa ligação visceral Rei-Povo, acredito nos símbolos vivos, na preservação de uma identidade nacional mediante o exercício da Boa Memória, mas também gosto de ver amor-ele-mesmo pelo meio. Boa sorte, ó príncipes deste mundo!

2 comentários:

Anónimo disse...

Preferia para Portugal uma (A) Monarquia - em vez desta merda de república de bananal poluída, seringada e mugida incessantemente pelo jacobinismo-hereditário-campo-grandista e pelos seus eternos parasitários-satélites (sindicalismos, aventalismos, socialismos, esquerdismos e bandalhismos). Queria que o Sr. D. Manuel de Bragança nunca tivesse 'tido' de embarcar para o exílio (onde constituiu uma preciosa colecção de livros antigos portugueses, coisas dos Reis ignorantes...). Cavaco e a sua senhora gastam mais que a Casa Real Espanhola ('boato' jamais desmentido de olhar límpido e revoltado), pois têm mais assessores e ajudantes-de-campo, reluzentes de brilhantina, dragonas e agulhetas, que alguma vez El-Rei teve. Mas "agora", em 2011, e no meu da crise que acentuou ainda mais a baixeza espiritual, civilizacional, moral, comportamental, educacional - com toda a espécie de putas político-sociais protagonistas nos jornais e têvês deste pobre País - respiro de alívio quando imagino o que seria a histeria, a crítica, a intriga, a calúnia, o insulto e a mentira que um nosso Rei teria de enfrentar. E também imagino o longuíssimo friso rameiral pretendendo honras, convites, títulos e distinções...
Ontem ao ouvir vagamente as babujices dos repórteres-TVI e os novos epítetos atirados aos noivos (sobretudo à noiva...) não pude deixar de me lembrar que ser hoje 'Princesa do Mónaco' não é exactamente honroso - culpa das cavalonas irmãs de Alberto (ele-próprio uma espécie de garanhão da Fonte Boa).
Além de "Princesa do Mónaco" existiu também a "Princesa do Povo"; e cá - na pátria republicana - a "banqueira do povo", o "nobre das sucatas", o "rei do bacalhau", o "Imperador da Madeira" e - vinda directamente do Novo Mundo envolta em lantejoulas - a "Rainha da Pop". Esta última cativante e magnética pela lascívia bestial e pelo suor-de-virilha que exala cada vez que actua aí num coliseu qualquer. Podemos não ter Senhor ou Rei; mas temos uma vasta massa de 'pessoas' com mentalidade vassalar, daquelas pessoas que fizeram os dias dourados de pinto-de-sousa e que, nas autarquias, servem o cacique local da forma mais sabuja.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

É impressão minha ou a moda do "see-through nipple" lançada pela Bruni tem agora outra adepta (e, provavelmente, vários adeptos ...) ?

Virginia