terça-feira, março 11, 2008

AO JOÃO SEVERINO


João, acho estranha toda esta sofreguidão interna por menoscabar Menezes.
Também Sá Carneiro se definiu contra tudo e contra todos internamente.
Aliás, a fortíssima contestação que Sá Carneiro sofreu
e que Menezes sofre, por vezes justificadamente mas empolada por sede de protagonismo, vaidade primária, guerrilha e inveja interna suicidária e desesperada,
mas sem o benefício do correlato apoio e da necessaria solidariedade,
pode reforçar todas as razões e todos os argumentos
para melhor e mais convincentemente se afirmar no País como voz autêntica,
e não de plástico de momo-fantoche em perpétuo show, como a de Sócrates,
(que se foda-lixe o PSD-partido preguiçoso e taciturno
cujos barões não dão a cara, comprometidos
com o famigerado Bloco Central de Interesses
e por isso mesmo descomprometidos com o País
como uma totalidade da qual nem querem saber...)
País que verá nele o mal amado por todos,
o abandonado de todos do Partido e, por isso mesmo,
mais corajoso que todos juntos,
esses cujas vozes (Rio e os demais que elencaste)
não foram senão um gemido de rato
perante os abusos de este Governo concentracionário
e abandonador do Porto e do Norte.
llkjkj
Esta voga de destruir Menezes à nascença
por uma corrente que até diagnostica nele, e bem!,
erros evidentes, como em esta direcção,
não compreende o quanto isso acicata e estimula à luta
isso e outras que tais adversidades.
lkj
Por reacção à grande moda detractora do isolado homem,
detracção impiedosa que vi claramente vista contra Sá Carneiro,
cada vez me encanta mais a porventura incipiência de Luís Filipe Menezes
e já não consigo embarcar na poluição imagética empolada
de acordo com a moda em que muitos papagaios convenientemente se entretêm hoje
para contrabalançar o que aí grassa de filha-da-putalhice
nos sectores mais amordaçantes e acossadores do Polvo Socratino.
lkj
Normalmente, os filhos da puta não passam.
Esta legislatura prova que há excepções.
E eu prefiro erráticos, improvisadores,
pontualistas, surfistas da contestação,
oportunistas e populistas aos filhos da puta verdadeiros,
aos vulperinos cretinos na mó de cima, indiferentes a nós,
olhando-nos como ralé, governando-nos como gado desinformado
conduzido ao matadouro das medidas mais lesivas da Pessoa Humana
e da sua legítima esperança e confiança no futuro.
çlkçlk
Os trejeitos de troça da Ana Lourenço ao entrevistá-lo,
os abundantes artigos forenses de jornal sobre o PSD,
as autópsias nos editoriais sobre o PSD,
as postas depreciativas em alguma bloga sobre o PSD,
tudo isso e ainda Pacheco Pereira, nada mais que o comentador canoro castrato
da execução e da acção concreta política de que nula experiência tem,
a coveirar heterodoxamente, com independência de espírito e estupidez, o PSD,
autoriza-me a esperar que o Norte abandonado, bombardeado e sabotado
por certas vozes de burro, esse Norte que existe em Menezes,
se aprimore e mostre os dentes aos favas-contadas-barrigas-cheias lisboetas.
lkj
Há mais política e mais verdade que o que enunciem esses paneleiros
alheados do Norte Deprimido e Desempregado assim como do resto do país Além-Lisboa,
teus camaradas diversos de ti, e quem lhes paga os sound-bytes.
lkj
E tem de haver mais esperança,
quando toda a gente se prepara para se resignar à fatalidade socratina,
chorando hipocritamente que não há alternativa.
Cambada de moluscos!
lkj
Aquele Abraço!
lkj
PALAVROSSAVRVS REX
lkj
Comentário-resposta de J.C. (in Pau Para Toda a Obra)
Muito ao lado, caro Joshua. Do meu ponto de vista, claro.
lkj
1. Sá Carneiro tinha um carisma raro, já nessa altura, e não teve um momento de hesitação quando saltou para aquele tudo-ou-nada que arrebatou. Se Menezes tentasse o mesmo, alcançaria num ápice o nada para que caminha inexoravelmente.
lkj
2. A postura política de Menezes (que não nasceu agora) foi sempre mediana e o seu percurso no PSD fez-se pela mão de diversos 'barões', que depressa foi esquecendo. Não falta quem lhe aponte falta de lealdade por isso.
lkj
3. Sempre entendi e entendo que Pacheco Pereira não merece ser depreciado, ainda que se discorde dele, por ser indiscutivelmente preparado e intelectualmente lúcido. É um teórico que nunca teve, não tinha de ter e não tem ambição política.
lkj
4. Rui Rio foi sempre um caso diferente dos outros. Não é um ambicioso da política e vestiu sempre a camisola do que foi fazendo na política sem se pôr em bicos-de-pés, pelo que não se encaixa verdadeiramente como um 'barão' do partido. Tem a fama (e parece que o proveito, faça-se essa justiça) de ser vertical, frontal, duro e rigoroso. Por isso, ganhou espaço para considerar o que lhe apraz e quando lhe apraz. E foi estúpida e gratuitamente maltratado por Menezes, que queria o Porto em vez de Gaia.
lkj
Posto isto, além de não ver por onde anda o PSD, também não vejo por onde quer andar Menezes. Para este, como para Santana antes, o Princípio de Peter já foi atingido há muito. Mesmo em Gaia, onde alguns vêm obra, não passou muito da fachada: recuperou a zona ribeirinha, que tinha sido recuperada poucos anos antes.
Gaia é infinitamente mais do que isso e continua o caos que sempre foi...

3 comentários:

L.F. disse...

Obrigada pelas palavras carinhosas sobre meu blog Artes & Manhas e pela delicada visita.
Vote sempre.
Beijos serenos...

António de Almeida disse...

-Comparar Sá Carneiro com Menezes, é comparar a obra prima do mestre, com a prima do mestre de obras.

Anónimo disse...

Obrigado pelo destaque, caro Joshua, que não é merecido. Quanto à essência, António de Almeida, aqui em cima, diz tudo...