domingo, março 09, 2008

A DOÇURA VOCAL DA MINISTRA E O SONGOKU


A Marcha fez-se, mas não se antecipa sensibilidade no Poder
ao clangor ali por Lisboa tão clamorosamente deflagrado.
Hoje, o radicalimo de posição
e o desprezo prático e praticado pela Democracia
vende-se com a cândida doçura vocal
da Ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
lkj
Depois de esta mansidão crua e violenta
servida na vozinha racional e extrema daquela mulher,
pode-nos acontecer tudo e tudo se pode fazer.
A Democracia, para eles, é flácida e tem de ser esvaziada
pela Razão Absoluta e os seus imparáveis e luminosos desígnios.
Para eles, o debate é paralizador,
é preciso apanhar o debate desprevenido
com um arrazoado precipitado de Despachos
qualquer que seja o arrazoado e seja sobre o que for.
lkj
Portanto, algo vai podre na democracia e nos seus mecanismos
de participação alargada,
de mobilização pela razoabilidade,
de verdadeira persuasão e escuta recíproca.
Portanto, entre partes, (uma delas, a ministerial, nada razoável,
embora ferozmente Racional) será um braço de ferro interminável,
um pouco como a célebre série Songoku que nunca teve fim à vista,
nem mortes definitivas,
nem vitórias definitivas,
nem definição de todo.
Nela, ouvíamos uma voz patética, num tom algo pomposo-grotesco, que dizia:
«Não percam o próximo episódio, porque nós também não!»
lkj
Que tudo siga talvez igual, indefinido, estéril, oprimente, violento,
pode ser agora, para nós, essa mesma voz.

8 comentários:

antonio ganhão disse...

A sul se rasgam os novos paradigmas de cidadania... onde fica o Porto? Submerso na sua pequena corrupção,de pequenos,mas perigosos caciques?

Que forças mantêm refém este povo? Falta-nos seguramente poetas que cantem a liberdade aos ouvidos do povo. Faltam-nos sobretudo poetas.

The Corbett's disse...

Hi Joshua! Thanks for the nice comment on my blog. I was wondering how you found my blog??

Ivo Salvini disse...

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Thanks.
Hi.
Ivo

Anónimo disse...

Faltam-nos sobretudo alternativas, António.
Isso sim!

Anónimo disse...

"... entre partes, (uma delas, a ministerial, nada razoável,
embora ferozmente Racional)..."

Razão é a faculdade de raciocinar, de apreender, compreender, de ponderar, de julgar; a inteligência.

Ingelien disse...

Thanks for your visit on my blog (poems)
It is a pity i cannot understand anything from your blog...
Bye


Inge

Tiago R Cardoso disse...

estou aqui a aguardar impacientemente pelo dia 15, pela manifestação de apoio ao regime.

António de Almeida disse...

-Gostava de ver a educação reformulada, não considero que as propostas do ME sejam boas, a avaliação é necessária, mas sem tanta burocracia, apenas porque não existe coragem para reformar no sentido óbvio, que diga-se, também não agradaria aos sindicatos, nomeadamente á FENPROF.
-Introdução de exames nacionais no final de cada ciclo.
-Autonomia de gestão de cada escola, com 1 responsável em cada est. ensino
-Possibilidade de cada escola escolher o seu corpo docente
-O financiamento de cada est. ensino depender também, não apenas, mas também dos resultados obtidos pelos seus alunos no exames.
-Daí resultarem consequências na própria avaliação dos docentes.
-Maior autoridade dos professores, vs. cultura de bardinagem presentemente instalada.