terça-feira, dezembro 29, 2009

FLOATING SHIT COUNTRY


Não me pareceu feliz a metáfora do Carlos Loureiro que entitula o seu post: País Portátil? Antes, País imóvel, sempre a ver passar, aos montes, pedaços e pedaços de floating shit. Eis aí um excelente substituto para o nome de baptismo da Operação "Face Oculta". Operação Floating Shit. assim como todo o revisionismo e balanço de 2009 terá de passar por essa percepção de que em quase tudo, os agentes políticos se degradaram e passaram todas as marcas: «3 - Mas a lição imediata do ‘Face Oculta’ é política e radica no desdém pela lição de Montesquieu: a de que o ensejo da liberdade dos modernos reside no respeito pela separação dos poderes do Estado. Quando Sócrates se julgou visado pelas escutas legítimas que se estavam a fazer ao seu amigo Vara, três ministros do seu círculo mais próximo (os da Economia, Defesa e Negócios Estrangeiros) desferiram o maior ataque concertado ao poder judicial de que há memória neste País. Imitaram Berlusconi, na Itália, Manuel Zelaya, nas Honduras, e Evo Morales, na Bolívia, tristes exemplos contemporâneos dos esforços desbragados do poder executivo em condicionar o judicial quando os tribunais se tornam incómodos. Esta investida, e, principalmente, a passividade das hierarquias da Justiça, ajudou a perceber que para defender o seu Chefe este Governo é capaz de tudo – até de ameaçar o Estado de Direito. Resta a liberdade de expressão. Vilipendiada e maltratada, permanece como o único poder fáctico com capacidade de denúncia e de causar sobressalto a um poder político que já não tem vergonha de desocultar a sua verdadeira face. A batalha já se trava aqui.»

1 comentário:

Nuno Castelo-Branco disse...

Espera e vais ver o que se passará, vai tudo para a rua, de Belém a São Bento. Lembras-te das caricaturas do Bordalo Pinheiro e do Zé a dormir de canga?