terça-feira, dezembro 22, 2009

UMA CURA CHAMADA BENFICA


Ninguém sai ileso nas tentativas de ganhar dentro e fora das quatro linhas para além das regras do fair-play, com as armadilhas mais à mão. Temos de acreditar ser possível não embarcar em cegueiras básicas e unilateralismos autodestrutivos, a bem do "futebol", produto nacional. Os comentários de Rui Santos são um exemplo de volubilidade consoante as causas da vitória e da derrota das principais equipas. Onde, por exemplo, Bruno Prata vê coragem e coerência em Jorge Jesus, eu vislumbro fundamentalmente lama e Lucílio. Mas quem sou eu para, emitindo uma opinião, obrigar a que prevaleça? É possível ser portista ou benfiquista sem primarismos: nesse encontro fraterno, que tenho a honra de cultivar com fervorosos benfiquistas e sportinguistas, a cura está lá, onde para outros está a peçonha e o lado mais lodoso da espécie humana. Depois de ter visto o filme Avatar fiquei a pensar que todos os humanóides, mesmo os homicidas e violentos, são filhos de Deus, embora alguns se esforcem por desmenti-lo precisamente com uma sanha e uma violência gratuitas, quando toda a gente sabe que apenas um pode ganhar numa corrida de fundo. Por isso, e apenas por isso, provocar é urgente.

1 comentário:

Daniel Santos disse...

nem vou dizer nada.