quarta-feira, dezembro 23, 2009

ACERCA DE UM POST CABRÃO


Ninguém pode ter inveja de esta merda, sustentada, amparada, defendida e financiada pelos milhões de euros promanados do Grande Nojo Mentiroso que ainda pastoreia Portugal pelos tortuosos caminhos de cabras da desonestidade mais doentia. É esse dinheiro que abre portas e caminhos aos seus e os barra ou fecha a todos os opositores por todas as vias que o dinheiro e a malícia conhece. Há bestas que não se enxergam e se gloriam com números viciados e não com a autenticidade e a verdade. É deixá-los espumar: o cenário nunca ficaria completo só com o Burro e a Vaquinha. Faltaria sempre o Paulo Pinto e a sua língua verminosa.

1 comentário:

Juℓi Ribeiro disse...

Querido amigo:

No "Monólogo de Natal"
encontramos o lado triste
do Natal de muitas famílias.

"Se você for dar um pão
dê também o seu respeito
e amor.
O dinheiro pode amenizar
o sofimento mas só o Amor
pode curar e aliviar
as mágoas do coração."
(Juli Ribeiro)


Monólogo de Natal (Aldemar Paiva)

Não gosto de você Papai-Noel...
Também não gosto desse seu papel
De vender ilusões à burguesia.
Se os garotos humildes da cidade
Soubessem de seu ódio à humildade,
Jogavam pedras nessa fantasia!

Você, talvez, nem se recorde mais,
Cresci depressa e me tornei rapaz
Sem esquecer, no entanto, o que passou...
Fiz-lhe um bilhete pedindo um presente
E a noite inteira eu esperei contente,
Chegou o sol e você não chegou!

Dias depois, meu pobre pai, cansado,
Trouxe um trenzinho feio, enferrujado,
Que me entregou com certa hesitação.
Fechou os olhos e balbuciou:
- É prá você... Papai Noel mandou -
E se esquivou contendo a emoção!

Alegre e inocente, nesse caso
Pensei que o meu bilhete com atraso
Chegara às suas mãos no fim do mês.
Limpei o trem, dei corda, ele partiu,
Deu muitas voltas e meu pai sorriu
E me abraçou pela última vez!

O restou só eu pude compreender
Quando cresci e comecei a ver
Todas as coisas com realidade.
Meu pai chegou um dia e disse a medo:
- Onde é que está aquele seu brinquedo?
Eu vou trocar por outro na cidade –

Dei-lhe o trenzinho, quase a soluçar
E como quem não quer abandonar
Um mimo que lhe deu quem lhe quer bem
Disse medroso: - Eu só queria ele...
Não quero outro brinquedo...quero aquele...
E por favor não vá levar meu trem –

Meu pai calou-se e pelo rosto veio
Descendo um pranto que eu ainda creio,
Tão puro e santo, só Jesus chorou.
Bateu a porta com muito ruído,
Mamãe gritou, ele não ouvidos,
Saiu correndo e nunca mais voltou!

Você, Papai Noel me transformou
Num homem que a infância arruinou,
Sem pai e sem brinquedos. Afinal,
Dos seus presentes, não há um que sobre
Para a riqueza do menino pobre
Que sonha o ano inteiro com o Natal!!

Meu pobre pai, doente, mal vestido,
Prá não me ver assim desiludido
Comprou por qualquer preço uma ilusão...
Num gesto nobre, humano, decisivo,
Foi longe prá trazer-me um lenitivo,
Roubando o trem do filho do patrão!

Pensei que viajara, no entanto,
Depois de grande, minha mãe em pranto
Contou que fora preso. E como réu,
Ninguém a absolvê-lo se atrevia.
Foi definhando até que Deus um dia
Entrou na cela e o libertou pro Céu!