terça-feira, setembro 05, 2006

COMO QUEM OLHA PARA BAIXO

Perante uma retórica pomposa e prenhe de adjectivos coprológicos apostos a humanos, como a do J.M., um truculento acólito do Máquineta a Soro, e suposto membro da equipa do Diário Ateísta, autorizo-me a presumir de quem poderão pertencer alguns dos comentários mais talibãs que têm pontuado o meu blogue, sempre covardes e anónimos. Ora, já que a máscara lhe descaíu durante a interacção comentante no Maquineta a Soro, o melhor é que desde logo eu me dirija ao referido sujeito:
J.M., ou também Calinas e do blogue-fachada Kinkas, que o não é de facto, só podes ser o indivíduo miserando que sempre sob um covarde anonimato me vem desde há meses insultando aqui, com referências grosseiras à minha pessoa e à minha família.

Claramente, se os visitantes do Maquineta a Soro, do meu blogue e mesmo os melhor intencionados visitantes do Diário Ateísta pudessem ver o que tens escrito e que eu vou suprimindo higienicamente: «Que familiar meu tens entre as pernas», que é a tua frase preferida, e te pudessem responder, não escaparias a algo equivalente de esse demoníaco terrorismo asqueroso tão maricas a que te dedicas e terias o merecido membro por que suspiras entre as nádegas.

Ainda bem que há o Máquineta a Soro para que eu, pelo menos durante algumas horas, já que agora o dito blogue apaga mais ou menos salomonicamente os comentários que o comprometam por indecentes, por inconvenientes ou indesejavelmente reveladores, te possa devolver todos os dias o que em vão semeaste e venhas a semear, meu chupador de calipos.

Tu mesmo o confessas num comentário já apagado no referido blogue: «Fui agora espreitar a estrumeira que é o blog nauseabundo do Joaquim Santos e não é que o tipo baniu os comentários!», escreveste, fingindo ingenuidade, porque não fazes outra coisa: comes, dormes, masturbas-te em frente ao ecrã onde, babando, contemplas o meu blogue. Estás sempre no meu blogue porque não suportaste que num ou dois comentários no Diário Ateísta eu tivesse dito que este não é nem um diário nem ateu: é uma cambada de líricos indecisos sempre a falar no nome de Deus, sempre com as religiões e Maomé na ponta dos dedos, ainda por cima com uma adjectivação tão atabalhoada e badalhoca que derruba pela base o fio racional de um argumento digno de esse nome.

Por ser verdade que tal blogue não faz outra coisa a não ser nomear Deus, que não faz outra coisa a não ser discorrer em torno de esse assunto, conclui-se que se trata de um ateísmo desonesto e insincero porque na verdade demasiado apaixonado pela vertente religiosa e pela possibilidade de Deus para ser credível, possibilidade que se afadiga em negar, manifestando-a ainda mais poderosamente.

Se Deus não existisse nem matéria de debate seria. Seria uma evidência pura a sua não existência. Mas Deus é mais que o tubo de ensaio da retórica pseudo-racional de anões da palavra e do pensamento como tu, J.M.. É irredutível a esse exercício frívolo.

Quanto a ter eu varrido a liberdade de expressão no meu blogue, conforme aludes, não sem um fingido pasmo de alice-no-país-das-maravilhas, não fiz tal coisa: simplesmente retirei-te o poder de conspurcá-lo a teu bel prazer. Terás de entrar nele bem mais vezes até detectares em que horas e em que dias consinto eu comentários como os teus, os de um pigmeu da humanidade. Vais ter, portanto, além de comer e de dormir defronte da página diariamente aberta do meu blogue, também de defecar, também de te vestir, de mudar de cuecas, de tirar as catotas, de limpar o imundo cu bojudo, sempre colado ao assento donde melhor possas ver o blogue do Joaquim Santos.

Parabéns pelo sedentarismo. Parabéns pelo privilégio que me dás de te favorecer a banha, a hipertensão, o mal-estar coronário e, claro, a consequente perda da, já em crise por tão fraca e anã, erecção.

Dançarás, portanto, segundo a minha música, se estiveres disposto a continuar com esse triste e pedinte papel de um pobre palhaço pobre. Mas mesmo que continues, já tens nome e família, és agora perfeitamente vulnerável e transparente como uma alforreca e deves compreender que toda a gente saiba que não tens tomates para mim.
Y'shua Santos

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