sábado, setembro 02, 2006

MEDITAÇÃO BRANCA NO TEMPO DE UM MEIO-BIBERÃO

A tua paz de bebé realmente sossegado é o fim de toda a política fervilhante das embaixadas, é o colapso de toda a toillete cara e arranjo caro de unhas. Ensombra, ridicularizando-os, os tiques de cultura e sociedade. Está para ser criado o que valha o teu palrar feliz a cada luminosa manhã ou o sorriso com que, sem falta, me contemplas, quando, pela primeira vez a cada dia, te olho e celebro. O Mistério que te possibilitou e permanece em todas as fibras conjuntadas do teu ser, Cerne e Seiva para além da orgulhosa e ignorante recusa, age em silêncio enquanto cresces. Que Milagre és tu, então, que logo dissipas aquele uivar de chacais, aquela inveja de caracteres doentios em marcação cerrada à vida alheia, à alheia liberdade? Que Festa Viva és tu, Bebé, que, sem rimas previsíveis nem programa de menu laudatório, no meio deste sacral acto de te lavar, beijar e amamentar, me olhas de um olhar que provém claramente do Início de Tudo?
Ah, poder sugar, como a um leite, essa tua sacra verdade silente que inocenta.
Que salva!
Joaquim Santos

3 comentários:

Vitor Monteiro disse...

Parabens pela filhota...se sair ao pai será sem sombra de duvidas uma pessoas excepcional...PARABENS!!!

Anónimo disse...

De uma doçura simplesmente pura.
...querida filhota a tua.


:)

Anónimo disse...

De uma doçura simplesmente pura.
...querida filhota a tua.


:)