sábado, setembro 16, 2006

MAIOR QUE O COSMOS TODO É O MEU OLHÁ-LO


















Olhar o céu nocturno
é hábito de pequenino.

Por grande que o Cosmos seja,
há-de ser menor que o meu vê-lo,
menor ainda que a vontade fascinada,
rendida,
de, conhecendo-o, amá-lo mais,
de lhe saber a Mão por entre,
por fora e por trás.

O que se vê é pouco,
imenso o adivinhado,
mas tudo, tudo,
se condensa neste Saturno revisitado.


Joaquim Santos

3 comentários:

Anónimo disse...

Gostei

Maria Araújo disse...

Gostei de ler.
Voltarei.
;)

Rita Contreiras disse...

Cada olhar é um grande e infinito cosmos, redefinindo as formas, reescrevendo tudo com a sua maneira única de perceber. Penso que o seu universo é lindo e diverso pra gerar produções assim tão sensíveis. grande abraço.