domingo, setembro 03, 2006

KOPRONECROFAGVS


















Pobre criatura,
quem te sitiou nessa doença daninha de fazer o mal virtual devotadamente?
As tuas epopeias legais, a tua caça aos lacraus,
a tua implacabilidade com toda a gente, primeiro,
bicho furioso dos tribunais,
e depois a rejeição a que te votaram,
o desprezo que te deram,
em que monstro perseguidor ainda pior te converteram?

Eu nunca te investiguei, Zeca. Não sei nem quero saber quem és, asinino homem.
Foste tu quem quis dar-se-me a conhecer em toda a tua triste transparência.
E quanto mais te justificas, mais te enterras e em alarve mentira expões.
O teu perfil está traçado, definido, claro: és um problema, estás enovelado.

Vestiste a pele do cordeiro, vestes a do urso circense,
mas és lobo esfaimado todos os dias, a cada momento.
Olha para ti, reconhece-te desfigurado e doente do assédio que me dedicaste.

Lembras-te de Nosso Senhor?
(Sim, eu sei, és um ateu bem-humorado que articula o nome de Deus em vão as vinte e quatro horas do dia, como uma súplica revoltada!)
Mas lembras-te?
Está à tua espera.
Espera-te com o teu orgulho gigante,
a tua vaidade bojuda, cilíndrica, e tudo o que, saindo de ti, te conspurca e me atingiu aqui,
na blogozona, na dimensão da imagem e da palavra virtuais.

Quer libertar-te desse fardo odioso para que andes leve e sereno pela vida, como eu.

Amigo, nada fiz e nada disse que mereça que me mates quotidianamente
nessa arte camaleónica de te mal-disfarçares de escondido
e, fazendo de Zandinga, vires brincar ao controlo do meu cérebro numa parva hipnose risível.
O que dá conta da intensidade do teu ódio mortal por mim é o que tu tentas fazer,
não o que fazes,
foi o que sussurraste gritando no meu "Assumpto",
(era para ser anónimo aquele comentário, mas distraíste-te),
foi a paixão descontrolada com que aí me insultaste
e desejas insultar ainda num futebol boicotado, lesionado.
A mim, o imbecil que adoras.
A mim, o parolo cujos textos idolatras,
cujos posts eras o primeiro a visitar e a borrar com tags obscenos
e cuja vida pessoal, devidamente adulterada,
querias unhar e usar como arma baixa de arremesso.

Achas mesmo que me atenuas a felicidade
e me roubas a tranquilidade dos dias assim?

Pois erras!


Y'shua Santos

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