terça-feira, novembro 23, 2010

DAR COM OS BURROS NA ÁGUA

Triunfalisticamente, o primeiro-ministro insiste em dobrar o aço com os dedos, e, naquela pose de quem nada tem a ver com o estado a que chegámos, insiste em remeter para os que desejam o FMI em Portugal, ou disfarçam mal esse desejo, todo o ónus de qualquer culpa porque, de acordo consigo, tal entrada não será necessária. Valeria mais estar calado e perder a pose pedante com que nos mimoseia, felino fornicador com muito mais que nove vidas porque lhas consentem. No limite, há dúvidas quanto ao momento da entrada do FMI. Mas não há quaisquer dúvidas de que a oficialização das ajudas à Irlanda vai aumentar a pressão sobre Portugal e se isso se tornar incomportável, é irresponsável suportar juros assassinos. É fácil emitir desejos, coisa em que se desdobram os responsáveis políticos socialistas de que o que vai acontecer é o contrário. A ajuda à Grécia não susteve a crise do euro nem evitou a capitulação da Irlanda. Porém, a narrativa dos casos grego e irlandês mostra-se suficiente esclarecedora para não se andar por aí a cantar de galo, como se vê no Sociedade das Nações, até porque os primeiros sinais de ataque especulativo a Portugal já começaram. Infelizmente.o preço de um seguro contra o incumprimento de Portugal  credit default swaps , foi ontem o que mais subiu em todo o Mundo. Mas por que será que as dúzias de assessores, boys, gestores públicos, e demais membros do albergue espanhol socialista-devorista não dão sinais de cedência indiferentes ao que qualquer outro português vai perder e sofrer? Por que será que, de treta em treta, de embuste em embuste, com estes socialistas só se pode esperar que dêem com os burros na água?

1 comentário:

fl.oribundus disse...

sapatilhas não é mais que isso.
nunca devia ter ido além delas