segunda-feira, novembro 29, 2010

O TALIBAN ESCANHOADO

Eu não duvido do que Cavaco diz se Cavaco o diz, mas é preciso olhar para trás antes de olhar para a frente. Para trás fica o legado de seis anos de uma enorme passividade institucional da Instituição Presidência com o Taliban Escanhoado investido no desgoverno da Nação. Avulta demasiado calculismo algemando a liberdade de movimentos e a urgência da ruptura. Cavaco garantiu a estabilidade do esbulho, o sossego da paz podre, foi o garante da imobilidade em paralisia democrática. Uma paz tumular, pastosa e viscosa, estável, eis Cavaco. Como, pois, confiar na “magistratura activa” que promete exercer caso seja reeleito na Presidência da República? Activa como? Deixando andar? Se ficou definida como uma das suas prioridades o combate ao desemprego, «o maior flagelo social da actualidade», há que actuar antes de mais sobre o flagelo da corrupção, sobre o saque ao Erário por parte do Bloco Central de Interesses, bem como pôr cobro à obscena sobrevivência política do 'nosso' Taliban Escanhoado que ensaia compor os cacos da sua governação falhada: credibilidade interna zero, juros da dívida a rebentar, FMI a caminho.

3 comentários:

Anónimo disse...

Dos erros de Sócrates, aos dramas de Cavaco.
Por hoje, Cavaco, PR.
Que descobriu há dois meses, o destino de Portugal no Mar.
Com vinte anos de atraso, mas que serviu apenas para aquele dia, após o que tudo voltou ao mesmo.
Que descobriu há uma semana, o futuro de Portugal na Educação. Após o que tudo voltou ao mesmo.
A bem do Regime?
JB

floribundus disse...

dívida pública deixada por Cavaco
==14,6 % do pib.

se fizesse algo durante a maioria absoluta nem os ossos sobravam.

isto é uma revolução socialista

festinatio tarda est escreveu quinto cúrcio

josé carvalho disse...

Cavaco Silva parece ser o comandante-chefe que do alto do seu recôndito gabinete assistiu atávico e sereno ao deambular das tropas atarantadas, caminhando para nenhures, comandadas por um general inepto e incapaz assessorado pelo seu estado-maior prenhe de broncos. É espantoso querer convencer agora as tropas esfarrapadas, após vários anos de complacência com a estroinice e o desleixo, que o rumo dos acontecimentos irá ser activamente corrigido com recurso à sua erudição. Resta saber, como falaz consolo, se com a mesma trupe dos últimos anos ou se com outros artistas procedentes de linhagem afim.