sábado, novembro 20, 2010

DEMAGOGIA À SÉRIA

Paulo Portas poderá ser incapaz de despir aquela fraqueza populista e demagógica que aliás o Pedro sabe ver e crivar muito bem. Nessa demagogia cai quem quer. Mas todos caímos por acção da demagogia governamental. O efeito lesivo que nos advém da forma como o socratismo ensaia governar está bem à vista e é irremissível. Omitindo os factos brutos da economia até ao limite da dissimulação, mantendo a população na ignorância acerca dos números e das contas do Estado, distraindo toda a gente com espectáculo, circo, boicotando as nossas possibilidades de programar a vida em função dos sinais fiáveis da economia  fez-nos chegar aonde chegámos. Por outro lado, ficará na história, porque é inaudita, a atitude agressiva do socratismo de ASS (Augusto Santos Silva), de Pedro Silva Pereira e do próprio PM perante qualquer outro líder opositor e qualquer voz adversa: todas as armas são admitidas e praticadas a fim de cravar os dentes e as garras no Poder a qualquer preço: repetir mentiras até serem verdades, viver da duplicidade e da desonestidade, tudo isso contamina a vida pública. Se há uma demagogia imoderada e perigosa é essa porque manipula todos os recursos e estratagemas a fim de cloroformizar e conformar a sociedade em qualquer direcção que a murche e divida; porque não olha a meios para se perpetuar; porque nunca se retracta; porque reincide em erros e abusos contra Portugal. A acrimónia socratista não é por acaso nem a conflitualidade nem a crispação. Dissipar energias. Nada fazer, mas ser Poder.

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