A GRANDE BABETE ILIBATÓRIA

Certos banqueiros supersónicos, no processo de se transformarem supersonicamente em altos administradores de Bancos público-privados, mesmo supostamente apanhados a traficar influências, e na verdade colocados sob medidas de coação por alguma razão, são afinal muito susceptíveis quanto a essas mesmas medidas de coação que lhes são aplicadas. Quem protestaria a leveza de 25 mil euros de caução e proibição de palrar com quatro arguidos?! E quanto à pureza judicativa da Praça Pública muito mais escrúpulos e queixas aduzem. Outras virgens sôfregas, jantantes/almoçantes, cujo rapar e manobrar à pala do Estado era todo no aconchego do anonimato silencioso também não suportam a Opinião Pública nem as suas judicações intuitivas, perante as notícias que tem tido a sorte de conhecer. Vestem bem. Têm bom penteado ou capacete de pêlo. Assentam num bom calçado e é do alto de essa plataforma sublime, quais deuses do fashion, que se proclamam inocentes e em breve ilibados. Não era mais nobre e mais belo o higiénico silêncio?!

Comments

Quint said…
Ser, era; mas não era a mesma coisa!
Pata Negra said…
Sim, valia mais não sabermos de nada. Por vezes, fica a ideia de que, propositadamente, os casos tornam-se públicos como demonstração de poder, para nos convencerem que somos pequenos e,por isso, só temos de piar baixinho porque, acima de nós, há gente que está acima da lei.
manuel gouveia said…
A inocência é um estado de gravidez...

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