HÁ QUE DIZÊ-LO COM FRONTALIDADE

No Berlusconi day. Caricato manifestações anti-Berlusconi num país igualmente, massivamente, besuntadamente, berlusconizado ou burlasconizado sem dó nem piedade. A tralha berlusconiana crava-se a um país de maneira cesárea, como coisa sua. E se governar começa numa decisão livre e equivocadamente democrática de gentes expectantes que votam segundo a mais legítima esperança, logo se converte num desígnio de Vaidade, pela Vaidade e com a Vaidade, coisa arrasadora. O exemplo vem de cima. O exemplo de saquear um Povo com feroz rapacidade, com repetente incúria e obstinada má fé tem vindo de cima. Atraiçoar levianamente os interesses nacionais, nas contas públicas, no abafamento das vozes discordantes, e na imperiosa independência alimentar, gera o cenário actual: catástrofe económica. Iminente bancarrota em parte devido aos infinitos e abusivos gastos pré-eleitorais. Um Povo sem líderes que o sirvam, sem pastores que o amem, sem gente abnegada e forte que o salve dos sôfregos detractores de Portugal, iberistas de meia-tijela, corruptos à grande e à francesa, quando mesmo a Nação Catalã, naquele brio, amor à sua língua e símbolos, procura escapar do castelhanismo cultural e demográfico derrotado por nós há 370 anos. Catalunha que foi submetida precisamente aquando da nossa libertação. Por cá, a República abastarda e desdenha os nossos símbolos, a nossa língua e a nossa independência. Ápice disso é a berlusconização consumada do País.
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