DETRITOS: UM EMBARAÇO ESPACIAL



A nuvem de satélites, operacionais ou não, e de detritos espaciais com génese humana é já um problema sério e mais se agudizará nos anos próximos. Provavelmente, só uma nova geração de estações espaciais revolucionárias na dimensão e na funcionalidade permitam aglutinar os feeds de inúmeros serviços dispersos e actualmente complementados por sistemas numerosíssimos de satélites. O incidente de que tomamos nota, consistiu, relata o Público, na «aproximação de dois satélites à velocidade vertiginosa de mais de 670 quilómetros por minuto. A colisão era inevitável: um satélite comercial norte-americano de comunicações e um satélite russo não operacional deram o “beijo de morte” em órbita – no primeiro acidente do género no espaço – a quase 800 quilómetros de distância da Terra, algures sobre a Sibéria, revelou hoje a NASA. O acidente, já confirmado também pelas autoridades espaciais russas, ocorreu na terça-feira e os peritos consideram que não inspira riscos de ameaça séria à Estação Espacial Internacional (ISS).» Infelizmente, a depressão da exploração espacial, pelo menos segundo os moldes intensos em vigor durante a Guerra-Fria, ditou a incapacidade para inovar e encontrar soluções novas para vários problemas que se avolumam: um é a saturação de satélites em órbitas variadíssimas e, no entanto, por velhice ou desactivação, de repente erráticos e fora de qualquer controlo, como se viu. O outro deriva dos detritos que acidentes como o ocorrente geram e os perigos que depois resultam para veículos e tripulações. Cuidados acrescidos para o vaivém norte-americano já no lançamento agendado para o final de Fevereiro.

Comments

antonio ganhão said…
Lixo Russo a colidir com o Americano... nem nos céus reside a esperança!

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