ISRAEL: UMA VIRAGEM MAIS À DIREITA?


Votaria em Tzipi Livni, se pudesse participar nas eleições que decorrem em Israel. Das mulheres sempre podemos esperar o pior e o melhor. O pior de Tzipi, creio, nunca será tão péssimo como o mau de Olmert. As mulheres tendem a negociar mais, a ser mais sábias e ao mesmo tempo mais firmes. Se surgem na alta política, surgem por mérito. Ora, não é o mérito, mas a imagem o valor em alta nestes tempos de superficialidade planetária. Por isso ainda rareiam em posições de relevo e as que têm comparecido, Marie Ségolène Royal e quejandas, são na verdade homens, com as qualidades de homens, por sinal as piores, uma vez mais a imagem e as insconsistências mais preocupantes. As carreiras partidárias só regurgitam escória e carapaça, depois de mil conspirações, e muito mais se as sociedades forem crédulas, flácidas e alheadas, como a nossa, o que não acontece com a israelita, onde não foi preciso afrontar uma classe profissional fundante e fundamental, os professores, para que cada parte, Estado e pais, cumpra os seus deveres estruturadores, pois a Educação é a catapulta de todas as possibilidades desenvolvimentais de um País Viável. Um bom lugar para estar e para fazer grandes balanços civilizacionais é precisamente Jerusalém, a minha Yerushalaim: «Reem está a sair da sua secção de voto com uma trouxa nos braços. “Tem dois meses”, diz, puxando um cobertor, até aparecer uma minúscula cabeça cor-de-rosa. Às duas da tarde tinham votado 34 por cento dos israelitas, mais três por cento que nas anteriores eleições, em 2006. E aqui em Jerusalém, apesar de ter chovido de manhã cedo e de soprar um vento forte, Reem foi um dos que não deixou de vir, com o seu recém-nascido e o resto da família.» - Publico.

Comments

Lura do Grilo said…
Olhando para o desempenho da ministras de Zapatero não sei como hei-de ler o seu post. Isto é se lhe devo dar razão ou não dar! É um dilema.

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