HOLOCAUSTO: DELICADA CONSCIÊNCIA
O mundo horroriza-se com a integração plena de um católico integrista na ICAR, tratando-se de um homem com uma Weltanschauung excêntrica, como se a 'ex-comunhão' ou a 're-comunhão' com a Santa Igreja Católica tivessem a ver com a isenção de estar louco num dado passo da vida, de uma loucura solitária, exilada do Mundo e da Vida, dos factos e conclusões de um olhar desarmado. Obviamente que sendo um bispo, a responsabilidade de laborar em erro é gravíssima porque pode disseminá-lo. Ainda não se inventaram preservativos ao livre-pensamento do Absurdo. Tenho porém de compreender o Papa Bento XVI na medida em que tenta recoser todas as parcelas da Túnica de Cristo, assumir alguma pluralidade dentro da Igreja, já que as Igrejas converteram-se em sensibilidade plural. Tenho de compreender que assim tente pôr um ponto final na polémica desproporcional sobre o negacionismo do Holocausto naquele bispo excêntrico. Por isso reafirmou que “qualquer negação ou minimização deste terrível crime é intolerável”, e mais ainda se for feita por um religioso. O Papa fez esta afirmação hoje no seu primeiro encontro com judeus desde a controvérsia sobre o bispo integrista Richard Williamson, que começou em Janeiro. Williamson defende que não houve câmaras de gás nos campos nazis e nega a completa extensão da Shoah. O Papa disse agora a líderes judeus: “O ódio e desdém por homens, mulheres e crianças que foi manifestado durante a Shoah foi um crime contra a humanidade. Isso deveria ser claro para todos, especialmente para os que abraçam as tradições das Escrituras Sagradas”. O Papa confirmou ainda que planeia visitar Israel, uma viagem que, dizem fontes do Vaticano, deverá realizar-se em Maio. Sabe-se que, entretanto, para o jacobinismo musculado e residual português, qualquer pretexto é válido para espumar de raiva para com a ICAR, quando não falta contra o que e quem espumar de ressentimento e de raiva a título doméstico: esses nossos pseudo-servidores públicos usurparam a sua posição para rapinarem o mais possível no mais curto espaço de tempo possível um País, enquanto proclamam o contrário. O chavão do aumento da produtividade é Mito, esconde a premissa humana de que sem estímulos e contrapartidas ninguém se esforça por produzir mais. Taxar mais e melhor os mais ricos é todo um programa demagógico de última hora. Baixar o salário mínimo, conforme alguns aventam, um crime. Portugal está de facto a saque e assim continuará. Falo do Portugal indefeso dos que, dia após dia, contam os parcos cêntimos com que mal sobrevivem. A culpa, porém, é do Papa! E o bispo lunático integrista Richard Williamson também tem culpas no cartório.

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Comments
Entregues á demência politizada de muitos...é uma outra forma de Holocausto...global!