FRUTOSE EXCELENTÍSSIMA


É impossível proceder consequentemente em Portugal se toda a Lei está urdida a fim de proteger todos os magnos tubarões da Política, do Futebol e da Finança, à excepção de um bode expiatório ou outro: os únicos problemas para os indiciados acabam por ser as custas com advogados e o arrastamento mediático-tribunalício que pressupõe a polé das primeiras páginas e uma onda de rumores entre o insultuoso e o, mesmo assim, abonatório. Assim é pois normalíssimo que o Tribunal da Relação do Porto tenha arquivado o processo relacionado com alegados favores sexuais a árbitros no final do jogo do FC Porto-Estrela da Amadora (2-0), que ficou conhecido como o "caso da fruta". Temos de aplaudir. Indícios sem prova, depoimentos sem materialidade, testemunhas com nula credibilidade pura e simplesmente não servem. Fez-se justiça uma vez mais: os desembargadores indeferiram o recurso do Ministério Público que impugnava a decisão do juiz de instrução criminal, Artur Guimarães Ribeiro, de não pronunciar dois dirigentes do FC do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa e Reinaldo Teles, o empresário António Araújo, e o ex- árbitro Jacinto Paixão e respectivos auxiliares da acusação de corrupção. A decisão do juiz de instrução considerou que Carolina Salgado prestou um falso depoimento. Claro. A credibilidade das pessoas faz toda a diferença. Se isto é definitivo, aplauda-se. Se é irrefragável, festeje-se. No dia em que se abra uma excepção e se multipliquem processos contra os Vale e Azevedo que ainda permanecem ocultos e impunes, aqui estaremos para expender um aplauso gigantesco. O que sobra? Um magnífico enredo de filme e um desempenho de Nicolau Breyner, aliás muito elogiado.

Comments

Anonymous said…
Quiseram basear-se numa alternadeira? AGUENTEM! Investiguem sim os livros de homens do futebol: Coroado, Octávio, Mourinho... Garantidamente que têm mais credibilidade do que uma alternadeira, ressentida com o final do namoro! RIDÍCULOS!
PS: Aos que dizem "tenho vergonha de viver neste país", têm uma solução simples: saiam! As fronteiras até estão escancaradas!

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