EDUCAÇÃO PARA O ABSURDO


Provando que não é apenas o Perigoso Líder Sócrates que vive no mundo da fantasia e da irrealidade, mas que o fenómeno da absurdidade praticada e falsificada é mais extensivo, eis a proposta de doze horas como carga horária mínima anual para os temas de educação sexual serem tratados na escola. E por que não treze horas anuais?! A iniciativa legislativa é da Juventude Socialista (JS) mas apresentada pelo PS, informa o vice-presidente da bancada parlamentar socialista e ex-líder da JS, Pedro Nuno Santos. Uma lógica agitacional à parte da realidade percorre as juventudes dos partidos bem como os próprios partidos do Centrão: certo é que é bem menos grave satirizar o PM de Pinóquio que mentir por sistema ou divergir da realidade por sistema. O amor ao dinheiro nos milhares de agentes partidários do Poder resulta em alheamento da sorte das pessoas concretas, em empobrecimento reflexivo sobre matérias realmente importantes, figimento de ruptura e vanguarda, e em superior miséria proposicional como revelam as propostas previstas no projecto entregue ontem no Parlamento pelo PS, que prevê ainda a «inclusão obrigatória da educação sexual nas escolas e um dia para assinalar o tema. O objectivo da proposta é "dar força de lei às conclusões do Grupo de Trabalho da Educação Sexual", coordenado pelo psiquiatra Daniel Sampaio, revela o deputado. O diploma fará parte do agendamento potestativo do PS, previsto para dia 19.». Em suma, o País pode bem estar a naufragar por demissão decisória clamorosa em sede económica, mas há tempo e espaço para propor minudências relativas à Educação Sexual, ao Casamento Gay, à Regionalização. Se isto não falta de respeito pelas pessoas e pela hora que passa, crassa alienação e indício de amoralidade e de loucura, é o quê? Pobre Portugal, nas mãos sôfregas de estes completos demissionários do bem comum!

Comments

Anonymous said…
Eu diria que SÓCRATES é pau para todo o circo que renda votos, pois que vergonha na cara não tem nenhuma È um Leiloeiro com comissão nas TELE-vendas!
Goretti Moreira said…
Para quem está menos atento ou informado, a indicação neste sentido já existe desde 2007 e já se encontra prevista a sua implementação para o presente ano lectivo. Esta proposta pouco acrescenta àquilo que o Ministério da Educação mandou implementar no ano lectivo presente, exigindo para todos os anos de escolaridade um correspondente de 8 sessões sobre a Educação para a Saúde baseadas nos conteúdos obrigatórios referidos no relatório do GTES, a criação de um gabinete de atendimento de Educação Sexual para os alunos do Ensino Secundário e a criação de uma equipa interdisplinar para a Educação para a Saúde, entre outras. Tudo isto está a ser posto em prática no meu agrupamento de escolas no presente ano lectivo.
No entanto, toda esta gente propõe e legisla, esquecendo-se que nos 6º e 9º anos de escolaridade a Educação Sexual faz parte do programa da disciplina de Ciências.

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