sexta-feira, junho 24, 2011

DE 18, 6 JÁ FORAM. E OS OUTROS 12?

«Por que é que numa era em que a comunicação é imediata e um organismo num distrito qualquer pode receber do governo central uma qualquer comunicação à velocidade da luz ainda existem estruturas inúteis que pouco mais serviço prestam do que emitir passaportes e receber pedidos para fazer "manifs"? Se a única argumentação que têm para apresentar é esta, é caso para dizer que não só são inúteis como não são lá muito dotados intelectualmente. Esta é a argumentação de um simplório de bairro. Parecem completamente à rasca para justificar a sua própria existência. A pergunta pertinente é: Se forem extintos os governos Civis, o que é que os cidadãos do distrito vão notar? Na minha opinião nada. Eu nem sequer sabia quem era o Governador Civil de Lisboa nem faço ideia do que é que ele faz. Representa o Estado no distrito? Na cidade onde o governo tem sede? Fica aqui o meu apelo aos outros 12: Hei, pessoal, estão à espera de quê?» Groink

1 comentário:

Anónimo disse...

O "Governador" (o civil, para distinção do 'militar'); como outrora o "Regedor" (sempre tão mimoseado por Eça): de facto relíquias do tempo em que cavalgaduras e mulos eram o meio de transporte, em que se demorava 5 dias de Lisboa a Santarém; e mais recentemente, e ainda no séc. XIX, em que os telégrafos eram periclitantes, os postes caíam, o comboio emperrava algures na Azambuja e as 'tempestades' elameavam o País - atolando botas e cascos. Ainda no séc. XX, o telefone era incerto, as linhas cruzadas, e os rádios a válvulas (precisando de aquecer); depois o telex avariava e só com sinais de fumo se podia localizar 'o tipo' no restaurante local - bebendo vermutes. Incrível como de entre 18 honestos governadores, 14 têm cartão de militante do PS e são caninamente fiéis (uma espécie de samurais do compadrio-caciquista descentralizado); e nenhum deles - amodorrado na ociosidade poeirenta dos distritos, apenas emitindo o passaporte e cobrando a coima - acha bizarra a manutenção do inestimável cargo. E dizem-no em público, impudentemente.

Ass.: Besta Imunda