sábado, junho 25, 2011

TAP, BURLAS E BORLAS

Ora vejamos: as borlas da TAP abrangem o Governo e isso diminui o gesto exemplar do Executivo de Passos Coelho ao decidir viajar sempre em económica, na Europa? Mude-se a lei, se é que disso se trata e não de um daqueles hábitos inertes imutáveis que caem em uso, sem que se questionem. Acabem-se as borlas aos membros do Governo, já. Faça-se o que for necessário para que os fedelhos da bloga e os outros por todo o lado, no seu preconceito e má fé, não possam apontar um dedo à urgente virgindade de, neste Governo, se optar por um despojamento exemplar. Nada se possa apontar àqueles cujo principal desejo é romper com o passado, ser e fazer diferente do caminho obsceno trilhado até aqui. Por que não houve bolas para acabar com esse sistema?! Nem burlas nem borlas, por favor.

3 comentários:

Miguel Rocha disse...

Parece que também vai cortar na frota de carros, não sei porquê, mas essa também será tida como uma má medida. Bom, bom foi a digna Canavilhas não se achar à altura para passar a pasta ao José Viegas (só pode, o contrário não me parece!!!!). Bom, bom é o aeroporto de Beja que abre ao domingo das 8 às 11h, isso, sim, são exemplos de dignidade e boa gestão da coisa pública.

floribundus disse...

o socialismo do ps enquadra-se no ditado alentejano
«comeu o isco e cagou no anzol»

Anónimo disse...

Parece que Passos é um ludibriador e viajar em económica ou executiva é o mesmo porque não paga bilhete. Não vou recorrer ao argumento de que um bilhete oferecido na TAP não implica inexistência de custos para o contribuinte, tampouco vou questionar o porquê de os bilhetes na TAP serem oferecidos - nem uma taxinha de moderação? A privatização da companhia de bandeira vai ser uma infelicidade -, mas quer-me parecer que tal coisa só reforça o simbolismo do acto. O que os jornalistas deviam interrogar-se e informar-nos era: quantos, pagando, vão continuar a viajar em executiva? Porque o exemplo do primeiro-ministro pode e deve ser utilizado pelos eleitores e meios de comunicação social para exercer pressão sobre quem ocupa cargo público e mostra-se esbanjador dos recursos que tem à disposição. Mas nota-se que não há grande vontade de induzir mudanças de comportamento e é contra este estado de coisas - que conta com a complacência de certos jornalistas - que quem quer que venha com um espírito reformista terá de lutar. Também não me esqueço como, deixando meia história por contar, Miguel Portas foi desacreditado com uma fotografia tirada por um outro colega eurodeputado e logo exposta nos meios de comunicação social. Se isto é assim por causa de umas viagenzinhas em executiva, imagino o que não será quando/se tocarem noutros benefícios bem mais escandalosos.