segunda-feira, junho 13, 2011

NO INFERNO DO ENCALACRANÇO

«A culpa. Sempre ela  mas sem nunca levar a consequências. Aquando do 25 de Abril houve quem desejasse tribunais populares e fuzilamentos. Mas 48 anos antes 'o povo' acolheu com alívio o golpe militar; e depois enamorou-se de Salazar. À parte os familiares dos que foram torturados, dos que tombaram em África, dos que morreram no degredo e o PCP  poucos teriam 'legitimamente' razões de verdadeira queixa, a ponto de querer pendurar ministros no Rossio. Até a oposição, que episodicamente obtinha licença para saír da cela, jogava um papel na encenação eleitoral. Tratou-se, portanto, de um acordo tácito entre o 'antes' e o 'depois'. Os "brandos costumes" não passam de preguiça; são um enorme defeito e não uma qualidade; são o contrário de "bom senso"  pois este, geralmente, previne as desgraças e os crimes que os brandos costumes preferem esquecer. Manuel Maria Carrilho refere com frequência a 'revitalização' ou a 'cultura da responsabilidade'; Barreto atirou molemente o tema à parede, sem que ninguém na audiência/cerimónia perdesse a tranquilidade bovina. Quando o português médio finalmente estiver totalmente mergulhado no inferno do encalacranço, sem sítio para onde se voltar, talvez então exija cabeças espetadas em forquilhas  mas elas já terão desaparecido e as culpas diluídas debaixo de treta e retórica partidária. Mas não há grande esperança de justiça: pois se mesmo com casos de corrupção, gravações, testemunhos, provas, investigações e o delito bem visível  como um elefante a 4 metros — as "procuradorias", as "comissões" e os tribunais nada fazem, como atribuír culpas e castigar o crime a tempo e horas, e de forma exemplar?» Besta Imunda

2 comentários:

Anónimo disse...

Até agora, achei que este "profeta da desgraça" estava estava ao servilo de Israel. Trata-se de um Judeu não apenas étnico, mas também religioso.
Dado que a ofensica contra o Euro ´so terá os seus pérfidos efeitos na Grécia, Irlanda, Portugal e talvez Espanha, resolveu virar-se contra a sua Pátria adoptiva os USA.
E não está nada errado. Os Estados Unidos da América (do NOrte. vulgo USA) estão à beira de entrarem em défice do Estado. É talvez difícil de explicar, mas tentemos. Nos US ...

lawrence disse...

As procuradorias, comissões e tribunais mais não fazem que servir de chapéu de chuva a quem lá os põe.
Se nos entretantos conseguirem entalar alguns que não tem dinheiro para "comprar" advogados caros ou que foi longe demais no golpe, dão "uma" de estarem a fazer o seu trabalho!
Outra "raça" que me tira do sério são os jubilados!
blhac!!