segunda-feira, junho 20, 2011

SINISTRA MEDUSA PREVARICADORA

Odiada por todas as razões graças às quais se pôde odiar qualquer forma de abuso do poder, de arbitrariedade, de generalização, de chavismo, qualquer abominação que foi ditadura ou fascismo ou comunismo ditatorial e persecutório, qualquer tirania, qualquer forma de torcionarismo mental, qualquer tipo de chantagem psicológica e rebaixamento profissional, eis uma notícia que não surpreende quem abominou a Medusa Sinistra e, sobretudo, quem fundadamente a combateu: «O Ministério Público acusou a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues de prática do crime de prevaricação de titular de cargo público em co-autoria.» TSF

4 comentários:

Miguel Rocha disse...

Muita gente lhe guarda rancor, foi honesto e paga por isso. A esquerda está ressabiada, do cds e do Portas nada a dizer.

lawrence disse...

A pontinha dum iceberg!
Lixam-se dois ou três dos jagunços para fazer parede a centenas deles que encheram a labita à conta!

Anónimo disse...

A senhora era directora de um departamento qualquer do ensino superior do Ministério da Educação ao qual infelizmente, na altura, estava entregue o meu processo de equivalência de ensino secundário estrangeiro.
Perante o impasse kafkiano em que o meu processo se encontrava inexplicavelmente mergulhado há imenso tempo por razões que, ainda hoje, me ultrapassam, um dia, em desespero de causa, pedi a um amigo meu - ilustre advogado da nossa praça - para ir comigo fazer uma última tentativa para desencravar a coisa. O meu amigo apresentou-se cordialmente (aliás a "Senhora Dra." sabia quem ele era ...) e encurralou-a apenas uma pergunta que foi a seguinte: qual a(s) base(s) legal(is) que estava(m) a ser aplica(s) na apreciação de todo o processo ... A Senhora Dra. gagejou, hesitou, enrolou um bocado uma explicação sem ponta por onde se pegasse e depois mandou uma assessora/funcionária dactilografar um papelucho, que depois de carimbadissimo e assinadissimo por ela foi-nos apressadamente entregue e, milagrosamente, o processo acabou nesse dia e eu pude ir à minha vida acadêmica como estava a tentar fazer há um ano.

Virginia

Anónimo disse...

Mesmo sem fazer nenhum “estudo de campo” creio que ninguém contestará que a partida de Sócrates aliviou a alma dos professores e educadores portugueses. Os que são politicamente mais “avisados” lamentarão que o preço a pagar por tão saudável “facto” seja a subida ao poder de Passos Coelho, assente num programa nitidamente de direita que , muito provavelmente, se tornará numa ameaça para a escola pública. Outros, limitar-se-ão a respirar fundo, que “enquanto o pau vai e vem folgam as costas”.

Em 2005, a maioria dos professores terá votado no PS de Sócrates; o seu voto ter-se-á mudado parcialmente em 2009; em 2011 os docentes votaram contra Sócrates. Lamentavelmente, a maioria terá votado no PSD de Passos Coelho.

Sócrates mereceu. A sua arrogância fez com que mudanças que nem sequer implicavam maiores despesas e poderiam beneficiar as escolas fossem olimpicamente inviabilizadas. O exemplo mais imediato é o processo de avaliação de desempenho dos docentes. Só quem não sabe o que faz pode aventurar-se a querer avaliar, com um mínimo de justiça, 140 mil docentes, todos ao mesmo tempo, de dois em dois anos, sem sequer ter sido testado o processo de avaliação, com instrumentos fabricados à última, e portanto não testados…. Só quem não tem qualquer sentido de justiça pode impor que se adultere a graduação dos contratados para concurso mediante uma bonificação que resulta de uma avaliação sem pés nem cabeça, sem qualquer controlo quanto aos critérios usados de escola para escola. Só quem brinca às avaliações pode exigir “evidências” sem clarificar o que isso seja ou como se possam medir… Introduzir alterações nestes campos nem sequer alterava a cerne do “modelo” – e por isso seriam insuficientes. Mas teriam sido o sinal de que o PS de Sócrates estava disponível para respeitar os professores e as escolas e ir afastando, mesmo que por etapas, o ar empestado que Maria de Lurdes Rodrigues deixou nas escolas e na classe docente. Contra o mais elementar bom senso, Sócrates nada mudou – mesmo quando a Assembleia da República lhe abriu essa possibilidade. Estatelou-se ao comprido. Seja essa “a consolação” que nos resta do triste dia de 5 de Junho.

De Isabel Alçada? Não existiu. Não se lhe conhece uma única ideia sobre educação. Ficará apenas como a ministra que sem pestanejar aceitou a desonra de ter o seu nome firmando um acordo que recusou cumprir.

Para o futuro imediato: confrontar desde já o PSD com as suas promessas eleitorais e com as posições que sustentou enquanto oposição: a revogação já do modelo de avaliação de desempenho, a reanálise dos mega –agrupamentos, a garantia de concursos para vinculação e mobilidade. Além do cumprimento da Resolução nº 35/2010 da assembleia da República que recomenda a integração na carreira dos docentes contratados profissionalizados com dez anos de serviço e a profissionalização, no prazo máximo de 5 anos, dos docentes não profissionalizados com o mesmo número de anos de serviço…

António Avelãs