quarta-feira, fevereiro 09, 2011

BATEM JUROS LEVEMENTE

No momento em que a taxas de juro a dez anos da dívida pública continuam hoje a subir nos mercados secundários, estando nos 7,25 por cento, pergunta-se para quando a definitiva remoção do velhaco pessoal incompetente que nos conduziu até aqui. Mãos largas no 2009 eleitoral, falido o Estado, hoje chupam-nos o couro e o mísero abono pobrete mas alegrete que fascismo nenhum ousou secar. O pântano deixado pelo socialismo-socratismo às gerações futuras parece letal. Quer o Governo salvar-se à custa das pobres gentes, recusar a vexata quaestio da intervenção externa apenas para sobreviver. Removam a velhacaria vigente. Basta.

2 comentários:

Anónimo disse...

No "site" da Bloomberg, pode ver-se que a taxa de juro das OT portuguesas a 10 anos já chegou aos 7,265 % no mercado secundário. A taxa de juro continua a subir e está claramente acima do limite de 7 % referido por Teixeira dos Santos em Outubro passado, em declarações ao Expresso: sendo atingido o dito limite, Portugal entrará, segundo o ministro das Finanças, num "terreno" em que "essa alternativa" - essa mesma, o recurso à ajuda europeia, eventualmente também com intervenção do FMI - "começa a colocar-se". Com o OE2011 entretanto dado à luz pelo Governo, viabilizado graças à abstenção cúmplice do PSD, Sócrates impôs sacrifícios pesadíssimos ao povo português para, "acalmando" assim os "mercados" , "salvar o país" (leia-se, "salvar" o seu governo). Não conseguiu: o povo português foi estupidamente sacrificado, os mercados continuam por "acalmar", a demissão do governo ocorrerá antes do fim deste ano.

Anónimo disse...

Um governo novo, competente e patriota terá também de ser duro e - possivelmente - injusto. Travar o endividamento, e mesmo acabar com ele, implicará sacrifícios ao povo muito para lá do que já se viu e se consegue (ou quer) adivinhar neste momento; professores, funcionários, agentes, guardas etc, etc - todos verão a sua vida ainda mais infernal, e o saneamento da coisa pública levará forçosamente à redução do número de convivas à mesa pobre deste país pobre. Dois professores (segundo consta...) de 'educação visual e tecnológica' (??) por aula/turma já era manifestamente demais, e um atirar-dinheiro-à-rua, aquando da implementação há uns anos deste belo método de ensino. Se nada se fizer (fizesse) teremos (teríamos) sem dúvida na escolinha-socrática-do-futuro-de-sucesso-falsificado para aí uma média de 5 docentes para cada estudante. Isto num lugarejo estéril que já não consegue produzir crianças em número suficiente. A farsa tem de terminar; o Estado não tem dinheiro para sustentar ilusões e bem-estar artificial. É difícil incorporar a noção de que temos - todos nós - de ter alguma utilidade e fazer falta. Para as pobres gentes que trabalhavam em fábricas e fabriquetas, assim como para os 'excedentários' do sector privado que a maldita crise veio revelar, a 'incorporação' foi feita há muito: à bruta e sem anestesia ou ombro-amigo para carpir. Ainda existem portugueses de primeira e de segunda.

Ass.: Besta Imunda