sexta-feira, fevereiro 11, 2011

CÚMULO DO ABJECTO E NÃO SE PASSA NADA

«Que se passa então? Nada. Nunca se passa nada. Apenas um dia atrás do outro mais aquele senhor que diz não ser tempo para discutir questões de poder mas só actua – quando atamanca reformas que hipotecam o futuro, quando vende a dívida a juros que comprometem o amanhã, quando se agarra a qualquer causa que pareça mais popular – em função do poder que tem e não quer deixar de ter. Um dia atrás do outro e este “povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”, como já escrevia Guerra Junqueiro no século XIX. Arre…» JMF

2 comentários:

floribundus disse...

dizem os alentejanos sem pressa
'AS CADELAS APRESSADAS PAREM OS FILHOS CEGOS'
desculpas

Anónimo disse...

PPD/PSD sem tomates.