sábado, junho 27, 2009

LADAINHA DOS 60 LAVA-SE COM EUROPA

Estes irralísticos sessenta anti-Medina Carreira de última hora, onde estavam, quando recentemente se seguiram políticas de um homem atávico e mouco só em Portugal?! Não é verdade que o QREN europeu e o PRODER europeu foram completamente desaproveitados, nesta legislatura?! Tanto os 28 como os 60 só podem estar a brincar connosco, uns porque foram actores políticos e têm responsabilidades no ao que isto chegou, os outros porque parece que não viram nem querem ver o desastre político, os imensos erros de unilateralismo, a infinita incapacidade de federar, de escutar a sociedade, o desperdício de todas as oportunidades apenas nesta legislatura perdulária, trapalhona, acabado exemplo de Rapina instituída. Estes 60 remetem o problema de nos endividarmos com betonaria ao grande guarda-chuva "europeu" e "global", como quem diz, «metemo-nos à obra, o dinheiro virá depois» ou como se existíssemos apenas sob a protecção estrangeira de quem sabe cuidar muito bem da sua vida e nos ignorará de bom grado com tem feito até aqui. É de novo o deixa andar. É de novo o «fia-te na Virgem e não corras». Clamorosa alienação das nossas contas à futura e putativa sensibilidade "europeia" e "global", eis a miragem e o engodo erróneo. Ser pelo emprego é um chavão. Nós afinal não produzimos nada. Sobretudo não produzimos os alimentos que consumimos e começa por aí a avalancha de perda e retrocessos em cascata. Boutades e generalidades eis o discurso pseudo-demarcatório dos 28 feito pelo 60 basicamente sociólogos avençáveis por este Regime de Avenças e falta de carácter. Tenho, por isso, pena dos 60. Este longo silêncio de quatro anos com a entrega dos problemas nacionais a um só dirigente fantasista, fingidor e farsolas, queima completamente a bondade de quaisquer propostas à partida e de quaisquer manifestos de começar de novo. Quem protege e secunda tal bosta moral não é fiável. Prometem política sempre nova, recusa de erros passados. Prometem sempre uma nova política socializante e coesiva. No entanto, os vícios clientelares estão lá todos, as centenas de observatórios de encher bolsos clientelares, as fundações "privadas" por onde desaparecem recursos inexplicados certamente para bolsos clientelares, as asnas sumptuosidades do Governador do Banco de Portugal que-não-se-manca e compañeros, os multi-freeport de encher os bolsos a certas víboras-caciques da política, enquanto tudo isso for o que é, não há Manifestos de 60 ou de 28 que nos valham a não ser por entretenimento cínico. Uns a dizer para parar com extravagâncias de betonaria. Outros a dizerem que a Europa e o Mundo dar-nos-ão uma mãozinha amiga nos megaprojectos betoneiros, estando o Estado a pagar juros de dívida brutais e averbando uma dívida esmagadora, querem que se pense o quê?!: «A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.»

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