sábado, junho 27, 2009

O MODUS OPERANDI SOCRATINESCO

Isto, em matéria de escândalos e de vergonhas com a assinatura dos mesmos, é sempre a somar. Há um modus operandi calamitoso nesta legislatura socratinesca. A abundância é esmagadora. Estranhe-se o silêncio culposo dos media e dos tardios responsáveis em falar dos problemas e das irregularidades. Estranhe-se a solidão da TVI nas denúncias de imoralidades várias dos 'servidores' públicos. Que plácido povo que não faz transbordar as ruas perante escândalo após escândalo! Só quando a fome mais grosseira bater à porta?!: «A Junta Metropolitana do Porto acusou, ontem, o Governo de promover um "verdadeiro escândalo" na aplicação das verbas provenientes do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Em causa está a resolução 86/2007 do Conselho de Ministros que permite a transferência, para a capital, de verbas destinadas às regiões de convergência (as mais pobres), desde que se considere que os projectos em causa beneficiarão o país todo. [...] As verbas utilizadas nestes e nos restantes projectos, frisou o autarca, são provenientes das regiões de convergência em proporções diferentes: 50 por cento do Norte, 30 por cento do Centro e 20 por cento do Sul. "Dos 21 mil milhões de euros a aplicar em Portugal, e por decisão comunitária, cerca de 11 mil milhões são destinados ao Norte", explicou Rui Rio, vincando: "Só que grande parte destas verbas está a ser aplicada em Lisboa". E, o mais injusto, acrescentou o autarca, "é que, quando se for fazer a contabilidade, estes 11 mil milhões aparecem como sendo atribuídos ao Norte, porque contabilisticamente, mesmo que a obra seja em Lisboa, aparece como verba do Norte".»

1 comentário:

Carlos Portugal disse...

E o pior, Caro Joshua, é que grande parte da «aplicação» dessas verbas será em (des)projectos dos «boys» e quadrilha, com uma boa percentagem a rumar para «offshores». Esta cambada não governa, governa-se!

Já chega, bolas!

Cumprimentos.