sábado, junho 27, 2009

UMA REPÚBLICA REPLETA DE VIEIRAS

Portugal enfrenta problemas terríveis que não poderão ser resolvidos com o mesmo grau de alheamento cívico em vigor até aqui quanto ao que os políticos e as suas clientelas perpetram com o nosso dinheiro (dando mostras de uma enorme cara de pau e outro tanto de lata), mesmo quando confrontados com o resultado directo das suas políticas, a saber, a nossa acrescida miséria, a nossa maior pobreza, a nossa acentuada regressão social e situação terminal económica, somos um Povo cada vez mais a anos-luz da demais Europa do bem-estar, da produtividade e do progresso. Cem anos de República redundam neste Esterco Cívico e Moral bem à vista na Vida Pública e seus desvarios controleiristas desmascarados, redundam no descalabro Económico Nacional, convergem no Desgoverno que se manifesta nu, como o célebre rei que assim vai. Não me venham falar em programas políticos, somente. O começo do fim de Portugal está na Má Conduta, está nos anti-Valores e na Imoralidade dos Titulares de Altos Cargos. Bastaria neles comedimento e o País não se afundaria conforme se afunda. Chega! Quem quiser ver a melhor metáfora do País olhe para o modo como têm sido conduzidos os destinos do Benfica para compreender melhor e simplificadamente. Além de o sucesso prometido e reprometido não ser alcançado, além de o nome do Benfica e de Portugal não comparecer prestigiado no plano internacional, conforme sucedia antigamente e deveria suceder sempre, passa-se que o apego ao poder e os expedientes para mantê-lo são o que são, segundo o demonstra as diversas atitudes sul-americanas de Vieira. Uma visão desapaixonada não permite pensar outra coisa de diverso. Não se pode deixar de, no geral, concordar com António Pedro Vasconcelos: «Mas, ao menor sopro de desastre, tudo se desmorona. E, nessa altura, esperemos que Moniz esteja disponível para servir o Benfica. Há muito que o clube merecia um candidato com este peso, esta capacidade de liderança, este instinto político, e que, ao contrário dos últimos presidentes, não precisa do Benfica para fazer nome, reputação ou fortuna. O que dirão, nessa altura, J.M. Delgado e Vítor Serpa, que se prestaram a fazer um sórdido frete ao presidente em exercício, numa atitude que ofende os pais fundadores e deslustra os pergaminhos de um jornal que foi, no passado, um dos baluartes da verdade e da inteligência?»

2 comentários:

Anónimo disse...

Sabem quanto pagamos ao Governador do Banco de Portugal, um senhor dotado de prodigioso crânio, que dá pelo nome de Vítor Constâncio? Não sabem, pois não? Então pasmem: 280.000 euros, leram bem, DUZENTOS E OITENTA MIL EUROS! É claro que uma grande potência como Portugal, que possui o dobro da influência, à escala planetária, dos insignificantes EUA, tinha de pagar muito bem ao patrão do seu Banco, além de todas as incontáveis mordomias que lhe dispensa, tal como aos seus pares daquela instituição pública. Também é claro que a verba do americano é fixada pelo Congresso e JAMAIS - como diria o bronco do Lino - pelo próprio, ao contrário do que se passa no país lusitano, dos donos do mundo e dos maiores imbecis que habitam o planeta Terra.

4) O que mais impressiona nestes números é que o homem que é escutado atentamente por todo o mundo financeiro, cuja decisão sobre as taxas de juro nos afecta a todos, ganha menos do que o seu equivalente num país pobre, pequeno, periférico, que apenas uma ínfima parcela desse território presta alguma atenção! Até a reforma do Mira Amaral é superior à do Greenspan! Talvez não fosse má ideia espreitarem o portal do Banco de Portugal e verem quem por lá passou como governador, http://www.bportugal.pt, cliquem em "história".

Anónimo disse...

As remunerações dos membros do conselho de administração do Banco de Portugal são fixadas, de acordo com a alínea a) do art. 40.º da Lei Orgânica, por uma comissão de vencimentos. E quem foi que Luís Campos e
Cunha, o então ministro das Finanças e ex-vice-governador do Banco de Portugal, nomeou para o representar e presidir a essa comissão? O ex-governador Miguel Beleza, o qual, como adiante se verá, e caso o regime da aposentação dos membros do conselho de administração também lhe seja aplicável como ex-governador do Banco, poderá beneficiar dos aumentos aprovados para os membros do conselho de administração no activo. Uma seita a que o comum dos portugueses não tem acesso e sobre a qual lhe está vedada toda e qualquer informação, filtradas que são todas as que não interessa divulgar pelos meios da subserviente comunicação social que temos.

8) Mas tão relevantes como os rendimentos que auferem, são as condições proporcionadas pelo Banco de Portugal no que respeita à aposentação e protecção social dos membros do conselho de administração.

9) O regime de reforma dos administradores do Banco de Portugal foi alterado em 1997, para "acabar com algumas regalias excessivas actualmente existentes." Ainda assim, não se pode dizer que os membros do conselho de administração tenham razões de queixa. Com efeito, logo no n.º 1 do ponto 3.º (com a epígrafe "Tempo a contar") das Normas sobre Pensões de Reforma do Conselho de Administração do Banco de Portugal se estabelece que, "O tempo mínimo a fundear pelo Banco de Portugal junto do respectivo Fundo de Pensões, será o correspondente ao mandato (cinco anos), independentemente da cessação de funções ."

10) Que significa isto? Um membro do conselho de administração toma posse num belo dia e, se nessa tarde lhe apetecer rescindir o contrato, tem a garantia de uma pensão de reforma vitalícia, porque o Banco se compromete a "fundear" o Fundo de Pensões pelo "tempo mínimo (?) correspondente ao mandato (cinco anos)". (Ver "divisa" no parágrafo 5).