quarta-feira, dezembro 28, 2011

ELES VÃO ALÉM DA PORNOIKA!

Todos nós gostamos de sexo. Muito e do bom, com arte e com alma. Tratando-se, porém, de TV, isto é,  do poder de dar pérolas ou dejectos ao País, e optar por dar-lhe lavagem porcina em prime time como único nutriente, a gravidade é letal. A TVI e os seus títeres movidos a fumos de fama sob a esperança de proventos fáceis garantidos foram além da pornoika. Temos a sociedade básica nacional que merecemos. Definem-nos bem esses programas que capturam as atenções de crianças ainda há pouco de colo, essas figuras imbiografáveis que concitam idolatria. A máquina de ficção nacional chamada TVI e a tal casa sigilosa triunfam. Quanto mais Cátia e Marco, melhor. Para quê ires sorrateiramente e em silêncio absoluto, Cátia, ao quarto do Marco para premeditadamente começares a fazer sexo oral e a masturbares o pasteleiro?! Podias ter avisado com antecedência. O porno costuma ser planificado e obedece certamente a um esquema. As crónicas do evento rezam que tu, a algarvia Cátia, [e sublinhe-se que venderás infinitas farturas na barraca armada pela TVI à conta de atrevimentos televisivos como esse], sem pudores, levantaste o edredão e protagonizaste cenas quentes com o Marco, que é pasteleiro. Foram tão escaldantes, que conduziram o vídeo íntimo a ser retirado do YouTube. Se a mamã da menina, Manuela Palhinha, apanhada de surpresa, não quer acreditar nas cenas protagonizadas pela filha [estranhará um gastrónomo berbigão?!]: «Ai, meu Deus, não acredito... Atingi os meus limites. Já não tenho cabeça para nada.», imagine-se a reacção do pai, dos avós, ou, por outro lado, o contentamento das agências de publicidade, as oportunidades das revistas cor-de-rosa, o filão farejado pelas marcas. Isto pode ter impacto planetário. Um pequeno esforço bucal da Cátia, um grande passo para o vale tudo numa TV ternurosa e de família.

3 comentários:

Anónimo disse...

Toda esta falta de pudor é culpa do Sócrates.

Miguel disse...

Nada que muitas antes dela (e noutros planos) não tenham feito. Só não deu na TVI.

«money, is money»

Como dizem os evangelhos, lá se vai a alma!

Anónimo disse...

Neste País que amo, neste Portugal que defenderia até me serem amputados os dois pés por excesso de permanência em trincheiras infectas - ou até perder a vida metralhado e gaseado com "fogénio" - subsiste, persiste e medra um tipo de 'pessoas' que veria de bom grado todas enfiadas numa vala com cal por cima, Deus me possa alguma vez perdoar na sua infinita bondade e indulgência: são justamente os "marcos" e as "cátias" e os seus mentores (lanistas do Séc. XXI, mercadores de escravos e de chacinas do circo-cardinal-da-democracia). Nada disto tem relação com pobreza, nem sequer com extrema pobreza ou modéstia: existem legiões de gente pobre mas decente; de gente sem vintém mas com vergonha; de gente sem estudos mas com valores e educação. Infelizmente, este horrível espectáculo-do-cu-do-broche-e-do-peido que a TVi espalha como estrume contamina cada vez mais pessoas. Na ausência de bons e verdadeiros exemplos, e na quase proibição de os difundir quando existem, as televisões latrinárias vão formando, enformando e formatando os telespectadores em basbaques - de encéfalo puramente reptiliano. Se José Pacheco Pereira quer realmente mergulhar bem fundo na depressão e no abismo da revolta, então que preste mais atenção a este tipo de coisas (o seu "KuntraPunctus" não chega); e ainda mais o atormentará pensar que, segundo estatísticas, existem mais de 975000 portugueses com mais de 75 anos - enquanto que cidadãos com menos de 14 anos são uma minoria... Isto sim dará motivo a Pacheco para errar, por entre os salões sombrios do solar do seu avô-navegador, presa de uma angústia imensa e deprimido como um condenado.

Ass.: Besta Imunda