LFV DEMISSIONÁRIO ESVAZIA BRUNO CARVALHO
Uma demissão supreendente e em bloco dos corpos directivos do Benfica suscita uma leitura dúplice: por um lado, é retirado aos adversários de LFV o tapete capitalizador de confiança entre os sócios com tempo preparatório suficiente para a sua familiarização com aqueles, consolidação dos projectos e conhecimento dos candidatos, uma vez que a data das eleições é demasiadamente próxima. Por outro, à primeira vista, esta demissão aparenta uma assunção de erros e uma honesta disposição para a clarificação eleitoral por parte da direcção de LFV. Acontece que do ponto de vista psicológico, o presidente demissionário do Benfica jogou uma velha cartada táctica que somente o beneficiará a si e pela certa. Na prática, por muito críticos, exigentes(?), insatisfeitos, saturados que os benfiquistas se encontrem, dificilmente ousarão aventurar-se em qualquer dos nomes que se perfilam para a presidência do Benfica. Bruno Carvalho, por exemplo, a melhor e a mais fresca das esperanças de um futuro vitorioso para o Benfica, porque coeso, estável e blindado, talvez precisasse de mais tempo e maiores oportunidades para apresentar o seu projecto e expor a modernidade do seu modelo de gestão e tem plena consciência do alcance desta demissão, quando com grande lucidez afirma que “A antecipação de eleições é para não haver concorrência e mostra falta de espírito democrático”. Em suma, o tempo joga a favor de LFV e foi precisamente por isso e por nada mais que esta demissão se deu e as eleições atecipadas. Veremos se Bruno Carvalho terá tempo de argumentar e marcar uma posição capaz de unir a oposição e suscitar da parte do 'eleitorado benfiquista' a Fé Nova que se impõe, uma vez que o dinheiro é o não-argumento. Falta Inteligência e Boa Gestão: «Luís Filipe Vieira está farto de levar “porrada”. A frase dita há uma semana por Carlos Móia, presidente da Fundação Benfica, resume na perfeição uma das razões que levaram o actual presidente do clube da Luz a convencer nesta segunda-feira os órgãos sociais a demitirem-se em bloco, o que obriga a eleições antecipadas. Manuel Vilarinho, presidente da assembleia geral, convocou o acto eleitoral para 3 de Julho, permitindo a apresentação de candidaturas até dia 22 deste mês.»
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