quarta-feira, novembro 25, 2009

GRANDE BLUFFER. POKER DE ESTADO


Não há combate ao Sócrates político (hegemónico na indústria mediática de mentir, insaciável nas sondagens industriais de condicionar, astuto, brutal com os adversários, sempre imune e sempre impune politicamente, quiçá também judicialmente) que não passe por submetê-lo a ele mesmo, ao Sócrates económico, megadesempregador, que anuncia não aumentar os impostos e mesmo assim combater o défice, a mais recente quimera reluzente em que se isola. Nem os bajuladores habituais, Constâncio e Silva Lopes, o secundam nesse milagre prometido, novo milagre das rosas. A Energia. Poderão ser os "ferozes" investimentos energéticos aflitivos a equilibrar as contas públicas no curto prazo? Oxalá assim fosse para bem de todos. Depois, com calma, era limpar a batota cleptocrática instituída e todos os processos duvidosos para ganhar eleições; depois era moralizar um sistema bipartidário decadente e corrompido, onde só medram os mais adaptados à ferrugem moral. O seu expoente tem a bola e não a passa. Bluffer nato, esconde o jogo económico, disfarça o desastre social e camufla a desordem das contas públicas onde todas as tropelias se praticam às ocultas. Ninguém diz nada à espera que ele jogue o seu poker de Estado, no qual se aposta todo e vai a jogo com todos os portugueses em cima do pano verde, mesmo os mais burros e crédulos apoiantes da podridão ética, como penhor.

1 comentário:

Quint disse...

Não sei jogar póquer!