sábado, novembro 21, 2009

PINTO MONTEIRO, CANGALHEIRO

A democracia portuguesa não é uma democracia. É uma cleptocracia refinada e sem vergonha na cara, PS & PSD SA.. Hoje é possível olhar mais claramente para Pinto Monteiro como um sofisticado cangalheiro, com agenda e patrão, sempre a horas no enterro dos processos que fedem e arrolam sempre o mesmo cromo. Esse tal cromo, causticado titular de uma alta função de Estado, faz hoje perigar de tal modo o Regime que até mesmo quem o não suporta lhe arremeda umas atenuantes dentro do articulado manhoso da Lei. Provavelmente, a queda do Regime envolverá grandes perdas aos que dele beneficiam em reformas, benesses e subvenções vitalícias. O certo é que nos falta um banho lustral revolucionário porque o bem do Povo Português está relegado. O Poder Político não ama o Povo Português. Há demasiada gente que, para salvar e ampliar a sua fortuna, para fugir a um embaraço, a um apuro, ou até por simples baixeza, adoração instintiva da força, venderia Portugal e o género humano, se é que os não venderam já. Basta ler Pulido Valente e notar se a tonalidade não é compassiva e redentora pelo lado em que o novo filho de Gepeto é apanhado. Voltando a Pinto Monteiro, é uma pena que nada haja a esperar de si a não ser o nada. Tresanda a grave que, com o ventilado das escutas, Cândida Almeida, coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, se veja a braços com uma nova investigação de fugas de informação para os suspeitos. Tudo se vende e compra. Por uns milhares de euros, não há o que não suceda à Justiça Portuguesa e aos seus processos mais mediáticos, menos o seu consequente funcionamento ao mais alto nível.