sábado, novembro 21, 2009

PARES GAY TÊM BISPO

Pluralismo humanitarista na Igreja? Mera condescendência humanística com pares gay, mediante o reconhecimento dos seus direitos civis e afectivos? O certo é que a questão antropológica do casamento não deveria ser escamoteada nem em Portugal nem em Espanha, onde os passos respectivamente dados e por dar nos enlaces gays têm mais a tonalidade de uma provocação e não tanto a de assunção dos pressupostos do casamento, instituição conservadora por natureza, em crise há milénios, e aliás nunca tão banalizada e provisória como nos nossos dias. Há quem odeie o casamento. Há quem odeie gays. Estupidamente, passará a haver quem odeie gays casados. Definitivamente, os governos intrometem-se com novos bizantinismos nas opções privadas, regulando cópulas e, quiçá um dia, avaliando coitos. Entretanto, morre-se de fome e de desalento pelo desemprego que impregna Portugal. A pestilência moral portuguesa é todo essa alienação no fútil.

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