domingo, novembro 15, 2009

O REPARADOR DE INJUSTIÇAS

«A partir desse dia um amigo do primeiro-ministro sentou-se numa das mais poderosas cadeiras do país. Inevitavelmente, o BCP passou a ser aos olhos do mercado uma extensão da Caixa. E Vara passou a ser visto como o homem do Governo no maior banco privado português. Ora, os bancos apoiam empresas e deixam cair outras, dão crédito a umas e executam outras. Faz parte do dia-a-dia da banca. E, como todos sabemos, isso também faz parte do dia-a-dia da política. Cada vez mais. É por isto que a transcrição de uma conversa, qualquer conversa, entre dois amigos como Armando Vara e José Sócrates pode ter enormes consequências. E não me refiro a ilegalidades ou questões judiciais. Refiro-me à mais simples e banal conversa. Nos últimos meses, a Justiça ouviu dúzias de conversas destas. Vai ser um enorme teste para a Justiça saber lidar com isso.» Ricardo Costa

1 comentário:

Anónimo disse...

Ou Sócrates obtém o estatuto de Isaltino Morais ou está lixado.

Explico: O Isaltino fez obra, poderá ter cometido umas irregularidades mais graves ou não, mas dizem os que lá moram a avaliar pela revista "Pública" de hoje, que aquilo é um espanto e por isso votam nele apesar de condenado.

Porém, nesta fase, a obra ainda(?)não se vê e o "cavalheiro" está mortalmente ferido com o segredo de justiça e com o despacho do STJ.

Só pode safar-se de uma única maneira: autorizar a publicação das conversas.
Não o fazendo é porque aquilo é mesmo mortal... e seria pior a emenda que o soneto.
Fernando Silva