segunda-feira, julho 12, 2010

DOIS INTOCÁVEIS

Há duas pessoas perfeitamente gémeas quanto ao modo como concebem o Poder e a Responsabilidade em Portugal. Salvo as devidas diferenças, Sócrates e Carlos Queiroz foram separados à nascença. Ambos fazem do espesso e meloso paleio-de-malhar ou da converseta de esquiva uma forma de vida. Ambos praticam uma forma petrificada de cinismo milimétrico e estão sempre a começar de novo, virgens e em flor, perante erros e desastres consumados da sua lavra, filhos legítimos das suas limitações, avidez ou malícia. A memória é curta em Política e em Futebol. Falhar, desunir e desmoralizar são, para eles, toda uma filosófica e sofista forma de estar, o que lhes confere uma inusitada periculosidade social exemplar: se ninguém assumir responsabilidades objectivas pelo que corre mal e pelas malfeitorias praticadas na sua área de competência, todos sofrerão as consequências degenerativas da boa moral colectiva. O relativismo é um princípio de decadência. São intocáveis e inamovíveis, putrescendo tudo e todos com a sua eterna permanência sôfrega nos respectivos postos esgotados. Permanência moralmente errónea, tacticamente errática e eticamente errada.

4 comentários:

floribundus disse...

pelo menos Queiroz não leva o rectângulo à falência.

dizem que o homem só é bom na emigração

sou o único português que não percebe nada de bola. nem quero perceber

Anónimo disse...

penso que há diferenças e que a comparação é ofensiva para o Queirós pese embora a sua imcompetência nalgumas vertentes da sua actividade

Eduardo Miguel Pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduardo Miguel Pereira disse...

Embora reconheça que Queiroz cometeu alguns erros crassos neste processo relativo ao Mundial, acho que comparar o maior filho da puta que este país conhece com o Queiroz é altamente injusto para este último.