domingo, julho 18, 2010

O DESASTRE DA NAÇÃO

José Sócrates secou o Governo e o PS e o fim de essa aventura, basicamente clientelar, demagógica e desastrosa, está próximo dada a crise moral, estrutural e conjuntural que o País experimenta. De onde parte a esperança? De lado nenhum. Enquanto isso, Cavaco não pode dissolver o Parlamento nem demitir o Governo. O PSD quis corresponsabilizar-se pelo clima putrescente emanado do Governo e deu-lhe a mão: nos intervalos, Pedro Passos Coelho vê-se menoscabado e insultado pelas vuvuzelas humanas do Partido ao qual deu a manápula, Vitalino e quejandos. São as sondagens a enervar o Chefe e a embaciar-lhe a sacrossanta imagem. Por longos e penosos meses, o PSD nada fez e pouco disse. Não denunciou abusos. Não se insurgiu contra a inaudita litigância do PM, persecutória de jornalistas e assediadora de professores sepultados em burocracia e sob o mandamento novo do sucesso à la Independente. Paulo Portas aguarda. É o habitual sentido oportunista do crocodilo. Passos Coelho segue a cartilha extremista e castrante que preconizam certos economistas, homens com chorudas reformas do Banco de Portugal aos quarenta e sete anos, e que defendem cortes às cegas nos salários na Função Pública de 15% ou 20% ou 30% "porque sim". Não há meio-termo nessa espécie de liberalismo radical que matará o País com a cura. Passos Coelho defende um regime mais presidencialista. Defende a taxa única de IRS. Defende o desaparecimento do apoio social em várias vertentes. Preconiza a privatização de sectores fulcrais da economia. Argumenta pelo aumento da idade de reforma. É por mudanças ainda mais restritivas no Código de Trabalho. Apresenta uma reforma constitucional que deixa  abananado o próprio Pedro Santana Lopes. O PS tornou-se uma coisa chavista, aclamacionista. Os raros com sentido crítico e insubmissão ao ditador oficioso, não ouvem amplificada a sua voz. Alarves e sopeados, como o Iraque de Sadam, onde a devoção personalista e o medo tomavam o lugar da inteligência, vai um partido, vai um país, vai um povo.

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