domingo, julho 18, 2010

PEDRO, A CINZA E O LUTO

Não gosto quando o Pedro faz de Almeida Santos do PSD, espécie de papa do partido, ou tendo uma palavra sacral ou rasgando vestes e atirando cinza para cima em sinal de luto. Agora é a propósito das propostas de revisão da Constituição. Os rancores deram cabo da capacidade de pensar e construir de esse partido clientelar. A Constituição da República Portuguesa, de uma República que é um logro, pois não passa de um equívoco histórico lesivo dos interesses profundos e identitários nacionais, não pode ser um texto rígido à prova do tempo. Sim, eu sei que sofreremos com Passos Coelho o lado B do que padecemos com o Socratismo: o Estado selectivo de Sócrates, gerador de hordas de dependentes, dará lugar ao Estado pequenino e avaro de Coelho.

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