terça-feira, julho 27, 2010

MORTE & MORTE LDA.

Compreendamos bem esta lição: Guterres afastou-se assim que compreendeu para que buraco negro atiravam o País desastrosas contas públicas e puros erros de gestão despesista aliados ao ávido séquito de "socialistas" serventuários de si mesmos, atirados à mais despudorada glutonaria clientelar por sua vez alcandorada às secretarias de Estado com as  experiências de tipo Vara. Era um homem sério. Por sua mão, o País afundava. Pois sairia pelo seu próprio pé, sem mas. Assumiu ter falhado. Desapareceu de cena porque não suportava estar em cena apenas por razões de mercearia devorista do erário público. José Sócrates, bem pelo contrário, transformou o discurso político na arte espalhafatosa do oco e a não assunção de responsabilidades na arte negra da vida pública como nenhum Niccolò Machiavelli alguma vez ponderou para um Príncipe. Discursivamente, discorda do projecto de revisão da Constituição do PSD, no que respeita ao plano reestruturador do Serviço Nacional de Saúde em estado de irremissível falência. Na prática, os anos Sócrates foram matando até ao limite, espremendo e enfiando num buraco, esse mesmo Serviço Nacional de Saúde. A publicidade horrenda do socratismo é contradita pela secura das suas medidas cegas. Anos cujo zelo pelo Serviço Nacional de Saúde só pode ter sido proporcional à beleza harmónica da vuvuzela: extinguiu maternidades e SAP's, eliminou urgências em hospitais, extirpou centros médicos, estrangulou a sustentabilidade e a decência do INEM. Tudo isto, enquanto encorajou o negócio abortivo com a frieza da falsa e enganosa prioridade, dando a mensagem perversa, errada. A da Morte. Pois bem, o legado é esse: o desprezo pela periferia das periferias, o corte cego em função dos números num desprezo mercantilista pelas pessoas concretas e as suas necessidades de Saúde Pública. Não há mentira enrolada em papel sorridente que nos suavize o profundo ultraje a que a situação putrescente socratista globalmente nos submete.

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