A CALAMIDADE VAI NUA E CRUA
«Pedro Passos Coelho disse o óbvio: o Estado português é demasiado caro e pesado e seria preferível racionalizá-lo, ou seja "colocá-lo na proporção que a nossa produção de riqueza permite". Não podemos continuar a suportar prejuízos permanentes em nome de uma ideologia que provou estar errada. O Governo sabe-o bem — tanto assim, que até concordou em extinguir e fundir algumas dezenas de organismos públicos. Mas nem sequer esse tímido passo no bom sentido foi dado. Sócrates e os seus apostam contra Passos Coelho, cavalgando um dos maiores paradoxos deste País — apesar de quase toda a desgraça em que estamos resultar do mau Estado que temos, os portugueses continuam a entornar as suas preces nesse mesmo Estado, buscando o remédio no causador da doença.» CAA
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Eles têm futuro...