DEMOCRACIA-DE-CARNAVAL
«A redução do número de deputados devia estar UNICAMENTE centrado na questão da redução de custos, da eficiência, da rapidez dos processos e da agilização do regimento da AR — assim como relacionado DIRECTAMENTE a uma maior proximidade do ávido e arrogante deputado ao eleitor chulado/enganado; tudo isto deveria conduzir à responsabilização e ao castigo para os deputados faltosos, corruptos, ignorantes e vendidos a pseudo-ideais ou a 'instituições' várias (bancos, união-europeia, observatórios, clubes, irmandades que usam roupas estranhas em privado). Nada disso. Lançada a ideia (já requentada), eis que logo se erguem as vozes dos pequenos partidos que temem os resultados eleitorais (CDS) e, sobretudo, da esquerda lunática parlamentar que engorda há décadas no suave remanso da rotina "presente!; peço a palavra!; apoiado!; defender a minha honra! etc, etc." e do ordenadinho que vem junto (assim como a confortável reforma). Ou seja: toda uma deliciosa existência questionada assim, à bruta, levou imediatamente à indignação do deputedo esquerdalho ou acomodado. Veja-se como foi logo deformada e deturpada a questão que devia ser central. Se o estéril e inapresentável Lacão dá sinais de querer manipular a redução com fins puramente estratégicos, caberá aos partidos recolocar o assunto honestamente no melhor funcionamento desta pobre democracia-de-carnaval. E não nos seus pessoalíssimos pratinhos-de-sopa. Também é certo que no Bloco e no PCP vivem todos (mas mesmo todos!) exclusivamente do Orçamento de Estado e de verbazinhas extraídas, sob ameaça, ao contribuinte; nenhum deles está na fraca (mas pagante...) iniciativa privada, sejam novos ou velhos. Porque será? Ao menor rumor de falta de sangue e comida, os lacraus e os vampiros agitam-se. Edificante.» BI
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a alçada, comunista envergonhada, já montou o desfile com escola de samba