AF 447 — EM QUEDA LIVRE


Conjugam-se novos elementos susceptíveis de construir um cenário holístico para a compreensão do acidente com o voo AF 447. Sob condições atmosféricas serveríssimas, fragilizado, o condenado Airbus 330-200 logo se transformou num corpo massivo em queda livre. Como nas circunstâncias enfrentadas pelo Boeing 737-800 SFP (Short Field Performance), no trágico voo 1907 da Companhia Gol, Manaus-Brasília, que vitimou 144 pessoas, com o AF 447, depois de a fortíssima turbulência ter desencadeado ou agudizado uma cascata de avarias culminando na derradeira avaria — a perda do leme —, certamente o piloto perdeu por completo o controlo do aparelho, tendo este entrado numa trajectória descendente em espiral designada "parafuso", submetendo o avião a forças muito superiores às especificações do projecto, o que ocasionou outras sucessivas rupturas estruturais em pleno ar. Daí a dispersão dos destroços no mar e as caracteríscas e indícios que os cadáveres recuperados apresentam, entre as quais a completa nudez. Donde poder proceder-se a várias exclusões: explosão, amaragem, impacto directo. Resta ver confirmadas as causas para todas as fragilidades apresentadas e como foi o concurso de elas (ainda por estabelecer e elencar cabalmente) para originar um tal acidente: «As primeiras análises de 16 corpos de vítimas do voo AF 447 da Air France que caiu no Atlântico, com 228 pessoas a bordo, apontam para que o aparelho se tenha partido no ar antes de cair no oceano. Segundo o “site” da Globonews TV os corpos retirados do mar, e que se encontram no Recife para serem identificados, estavam sem roupas, o que se deverá à acção do vento, e não tinham sinais de queimaduras, o que reduz a hipótese de explosão do avião.»

Comments

Que coisa horrível. Já viajei em aviões desses, num A340 e num A330. Ficamos a pensar...