terça-feira, julho 21, 2009

ESTADO ENDÉMICO DE BURLA

Os programas eleitorais e as propostas do Partido Sôfrego parecem ter sido escritas no Céu. Então, enunciadas pelo Ainda-PM, parecem mesmo todo um pensamento estruturado e bem intencionado. Somente deitado todo a perder por ser dito por quem é e por não passar de acendalha. Soa tudo muito bem, mas não convence. Deve ser mérito redaccional de The Penguin Vitorino esse dar o melhor em paleio programático que mais parece que Portugal é ou será em breve uma Suécia patriótica, social, justa. O pior é o resto. O pior é o esterco penalizador da maioria dos cidadãos de que esta casta de sádicos se mostra capaz na hora H. O pior é a realidade piorada, arruinada por eles. O pior é a colonização do Estado por gente que lhe seja grata, sigilosa, servil, obediente, capaz de, uma vez no poleiro, chantagear e oprimir milhares enquanto a Corporação do Partido Sôfrego enche os alfobres e se ceva à nossa custa. Quatro anos e meio provam à saciedade até que ponto de boas intenções está tal Inferno cheio e que valores rasga ele para atingir finalidades unicamente corporativistas. A governação nas mãos destes rapazes é um grosseiro desastre gestionário assente em mentira e marcado pela oposição cínica entre as Palavras Douradas e os Actos de Esbulhar, Perseguir e Oprimir sem dó nem piedade quem se lhes oponha e lhes denuncie malícias e patranhas.

1 comentário:

Luís Gonçalves disse...

PS forever. Quatro anos depois e uma crise nunca vista de permeio, temos um país com as apostas correctas. Temos um país que aposta nas energias renováveis, nas novas tecnologias, na educação/formação e nos conceitos de dupla certificação de competências, que aposta na avaliação como ferramenta transversal para toda a administração pública, que aposta na reforma dos cuidados de saúde como nunca dantes tinha sido feito, que aposta numa segurança social equilibrada, sustentável e pública, que aposta na desburocratização deixando o terreno dos discursos bem intencionados para a empresa na hora, do cartão do cidadão, dos licenciamentos mais rápidos, etc, para a informatização geral de toda a máquina do estado (finanças, tribunais, segurança social e serviços públicos de emprego, etc ), que aposta no progresso. Mas temos também um país de atrasados. Atrasados e atrasos de vida. Temos também um país de fechados. E esses, de vez em quando, chateiam mesmo. Escrevem umas coisas, falam do paraíso na terra que era Portugal à 4 anos e do Santana. Sobre estes, estamos conversados.