quinta-feira, julho 30, 2009

FESTA, CHAMPANHE E SERPENTINAS


A absolvição, em Portugal, é uma espécie prerrogativa de suserania. Tornou-se num absoluto lugar comum sobretudo para certas personalidades longamente marinadas nos Media, como a simpática Fátima Felgueiras. Já estamos habituados a estas absolvições. O suserano é sempre absolvido. Pode, sim, senhor, haver arguidos, notificados, ir-se a julgamento. Mas tratando-se de suseranos, a absolvição é garantida. Às vezes até se muda a lei à pressa e se cumprem prescrições só para bater certo com a absolvição do suserano. Todos os demais cidadãos são vassalos ou são nada e são obviamente passíveis de condenação se incorrerem em delito. Quanto à suserania e à absorção de Portugal por um Partido com tal perfil suseranesco e vassalizante que coordena todos os subterrâneos da Justiça, sente-me muito isso quando se ouve o Habituem-se António Vitorino a discursar. Ele tem tiques, enfim, de suserano! É um exemplo, tal como Almeida Santos lembra Armand Jean du Plessis, Cardeal de Richelieu, mas do laicismo e da maçonaria com estômago, muito poder e liberalidade para dar cargos, honrarias, prebendas a quem lhe aprouver, comércio de gratidão. Como diria Guterres, «é a vida» portuguesa odorosa a esgoto. Hoje, cocktail, champanhe e serpentinas, com Lopes da Mota e tudo, no sítio do costume: «O Tribunal de Felgueiras absolveu hoje Fátima Felgueiras de todos os crimes de que era acusada no denominado processo do futebol. A autarca estava acusada neste processo de sete crimes de participação económica em negócio e um de abuso de poderes sob a forma continuada. Havia, ainda, outros nove arguidos.»

6 comentários:

Quint disse...

Desculpa lá, mas eu ao ler isto não consegui deixar de libertar um sonoro "puta que pariu"!
Da absolvição da senhora e por causa da trapalhada que para aqui fazes.

Que é que caralho o António Vitorino tem a ver com isto?
Ou o Almeida Santos?
Porque é que raios não te deu para falar no Francisco Assis, de quem nem gosto por aí além e que lá levou e bem?

Daniel Santos disse...

Se foi absolvida, tudo bem. A justiça resolveu e está resolvido.

joshua disse...

É a minha opinião. Dei aulas em Felgueiras. Todos sabiam do que falavam e o que falavam diverge das absolvições. A Justiça não resolveu coisa nenhuma com Avelino Ferreira Torres nem resolveu coisa nenhuma com Fátima Felgueiras.

Mas isto é matéria de convicção. A minha. Lá se vocês os dois têm razões para outras convicções na Justiça. Tenham-nas pr'aí. Ou teremos de ser unânimezinhos nisto?!

www.angeloochoa.net disse...

«Não há um (1) justo nem um (1) sequer.»
(Escrituras Sagradas)

E, se não há um (1) juiz, nem um (1) sequer, nesta PORTUGÁLIA REPÚBLICA, reste-nos, João, crer e esperar na temível justiça infalível divina, em estes dies irae, terrífica, sem apelo nem agravo, se não misericordiosa.

Pois se sem Deus tudo nos é permitido, como Dostoievski profetizou n'Os Demónios.
(comment agora mesmo postado por mim in
http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/07/parabens-prima.html
)

Anónimo disse...

A Justiça Portuguesa foi treinada para malhar nos opositores do PS e proteger aqueles que o PS quer proteger.Quem se mete com o PS,leva da Justiça Portuguesa!Tudo isso é ensaiado pelo Quarteto de Cordas da Justiça que dá recitais em vários restaurantes da capital,sob a superior direcção do Costa da Batota.

Anónimo disse...

De que servem treinos para analisar prova...?
Se o analista não tem condições intrínsecas para fazer o trabalho, de que serve ler manuais e procedimentos...?!
Com magistrados "feitos" a "martelo", ou de "aviário"... que se pode esperar da justiça portuguesa...?!
Enquanto se não voltar ao sistema antigo, com magistrados experientes, a sério, em vez dos imberbes e medrosos, que hoje pululam pelos tribunais, ir-se-ão sucedendo "análises de provas" e sentenças perfeitamente rocambolescas... para descrédito total da Justiça em Portugal e lesão dos legítimos direitos dos cidadãos.