segunda-feira, julho 27, 2009

ESTATUTO DESCARRILA DOCÊNCIA

A intransigência e a clivagem entre o ME e os Professores foi tão absurda, tão insana que só um recomeço de rostos e de propósitos satisfará o desígnio de paz e coesão na Escola Pública Portuguesa. A Maioria Absoluta de um PS impante e desproporcional foi o álibi para impor factos consumados, como o novo ECD e assim usurpar, num ritmo alucinante, à negociação leal o que à negociação leal competiria. A expectativa era que a Sociedade Portuguesa tivesse adorado o lado Bruto do Governo sobre os docentes, amarrando-os de imposições e burocracia papeliana lesa-pedagógica, e o premiasse por isso, renovando a sua Maioria Absoluta. Fareja-se por aí que assim não será. Bem pelo contrário. Em nome da democracia e do bom senso, do desprendimento dos cargos públicos por todos os respectivos titulares transitórios, é possível agora, votando!, dever cívico!, derrotar inequivocamente esta forma grunha de exercer política e assim dar amplo desemprego a um tripé ministerial desastrado, incapaz, violentador, em serviço, deve-se recordar!, do seu mentor, aliás, agora mesmo entretido no País da Fantasia. Onde? Numa célebre Blogconf, precisamente aqui: «"Para nós foi uma não revisão do Estatuto [da Carreira Docente], em que nada daquilo que pretendíamos foi acatado pelo Ministério da Educação, tudo nos foi imposto. Não houve da parte do Ministério da Educação qualquer aproximação às nossas propostas", criticou a dirigente sindical Anabela Sotaia, em declarações aos jornalistas, no final da reunião com a tutela.»

2 comentários:

Daniel Santos disse...

Seja com este ou com outro governo, não vejo nada de bom.

Anónimo disse...

É verdadeiramente lamentável a atitude deste Governo e, em particular, desta equipa ministerial. Como é possível fazer avançar uma revisão do ECD em final de legislatura e que, para além de manter as aberrações jurídicas e os aspectos mais polémicos e arbitrários (veja-se o caso da manutenção da categoria de professor titular e do acesso à mesma), ainda agrava determinadas situações e cria (fomenta é o termo correcto) novas injustiças no seio de um grupo profissional.Será que, desta vez, finalmente, Sua Exª o Senhor Presidente da República vai agir, reprovando energicamente tal proposta legislativa? Ou será que, qual Pôncio Pilatos, voltará a lavar as mãos, deixando o próximo governo com o "menino nas mãos"? Como é possível que tantas cátedras que aqui se pronunciam não conseguem ver o mais óbvio - Acham normal que se governe desta forma, altiva e rasteira, contra um grupo de pessoas que representa, quer queiram quer não, o saber e o conhecimento deste país? Acham normal que a dois meses do fim de uma legislatura se continuem a lançar cá para fora leis com a importância desta? O que faz mover esta ministra e os seus dois extraordinários acólitos? Que raiva incontida os motiva...