quinta-feira, julho 23, 2009

LISCONT vs. ESTADO, SIMPLEX NEGOCIAL


Cada vez que se fale de este pestífero assunto, que nele se mexa e remexa, aprofundando-lhe o grotesco, mais se percebe para que serve a parecerística jurídica de luxo a que o Governo recorre junto dos escritórios dos super-advogados lisboetas. Pagos a peso de ouro, milhões por orçamento, são gente já cumpliciada com procedimentos habituais nestas coisas com a vantagem de raramente chegarem ao escrutínio público. Que coisas? Negociar de modo danoso-ruinoso para o Estado e ultra-favorável para o Privado; fazê-lo de modo atabalhoadamente irresponsável, como é próprio da insígnia socratino-governamental; certificar-se de que será implementado de modo suficientemente roubalheiresco para com os contribuintes e por muitos anos. Há desastres negociais como esse entre a Liscont MotaEngil e o Estado Português que, por assim dizer, resumem bem toda uma legislatura marcada pelo Paleio de Encher e pela Acção de Danar, onde não há dinheiro para nada de essencial e contudo anunciam-se milhões para qualquer coisa que encha consoladoramente as gordas nos Media. Que doses de determinação, optimismo e propaganda poderiam ocultar da Opinião Pública esta pérola de puro simplório Simplex Negocial?!: «Estado compensará Liscont se contentores derem prejuízo. Auditoria do tribunal de Contas critica que ónus do risco do negócio seja público e não da exploradora do terminal de contentores de Alcântara». E parece ser, além disso, todo um programa eleitoral cheio de "energia" e de "internacionalização". Porventura a verdadeira "energia" que os move, que move Lino e os demais, é rebentar com isto de vez, desaparecer com luvas e comissões, e pôr as culpas em Santana: «Segundo José Sócrates, "se há revolução a acontecer chama-se energia" (...) E nesse sentido temos que transformar a energia numa possibilidade de sucesso da economia portuguesa". O secretário-geral do PS falava numa sessão do programa "Novas Fronteiras", no Porto, que reuniu duas dezenas de empresários.»

3 comentários:

Força Emergente disse...

Caros amigos
Sobre este estado de coisas, poderão consultar o nosso blogue http://forcemergente.blogspot.com
O País tem de reagir ainda antes destas eleições.
Todos não seremos demais.
VAMOS RETOMAR PORTUGAL

Daniel Santos disse...

é o mercado livre em funcionamento. O estado perde e os empresários ganham.

Anónimo disse...

O PS soube aproveitar a insatisfação que havia nos dias finais do Governo de Santana Lopes e com a ajuda do camarada Compaio (um homem mui independente quando foi PR...), fácil foi conseguir pela primeira vez uma maioria absoluta. Se por um lado, a maioria absoluta representou uma imensa vitória para o PS (até pelo facto de a ter conquistado pela primeira vez), por outro lado essa maioria absoluta representava uma imensa responsabilidade e muito cuidado em geri-la, pois desde o início espreitava o perigo da arrogância e do autismo. Começou logo por ser muito mau sinal a reacção de António Vitorino, na noite das eleições, à saída do Altis: "habituem-se!". E, de facto, o PS no Governo viria a enveredar pela arrogância desmedida e pelo autismo constante, além de diversas trapalhadas e de um discurso de justiceiros populistas, convencidos de serem os donos e senhores da verdade numa espécie de luta do bem contra o mal! Para isso, não hesitaram em virar portugueses contra portugueses e o caso mais notório foi na educação, transformada em campo de batalha! Toda esta actuação, aliada ao grande falhanço económico-social têm feito cansar muita gente e apontam para uma derrota do PS!